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Condutividade eléctrica aparente do solo (ECa) como complemento de amostragens regular e dirigida em cartografia detalhada.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A necessidade de adaptar a gestão agrícola e florestal às condições específicas do solo tem levado a uma utilização crescente de métodos geofísicos na prospecção de solos à escala da parcela agrícola. Contudo, os resultados obtidos por estes métodos requerem uma calibração para os solos e outras condições ambientais prevalecentes a nível local e regional. O presente estudo aproveita um levantamento de solos realizado nos ensaios do "Olival Novo" (27 ha) nos Lameirões (DRAAL, Moura) para testar a aplicação da condutividade eléctrica aparente do solo (ECa) na cartografia de solos à escala da parcela agrícola, no Alentejo. O levantamento de solos envolveu uma amostragem regular para caracterização da diversidade de solos (55 sondagens manuais), seguida de uma amostragem para caracterização dos solos mais representativos (24 sondagens mecânicas). No levantamento da ECa utilizou -se um equipamento de indução electromagnética (Dualem 1) com dois sensores. Obtiveram -se coeficientes de correlação (R) muito baixos da ECa com a profundidade máxima observada (0,10) e com a argila da camada 30-100 cm (0,25) medidas na amostragem regular. No caso da amostragem dirigida o R subiu para 0,45 e 0,74, respectivamente, chegando a 0,82 para a capacidade de troca do solo (30 -100 cm). O R para a camada 0-30 cm deu sempre correlações inferiores. Compararam-se os mapas isopletos obtidos por diferentes métodos geoestatísticos, com destaque para a cokrigagem das variáveis edáficas, obtidas por amostragem regular e dirigida, usando a ECa como variável auxiliar. Na cokrigagem utilizou-se cerca de metade dos valores de cada amostragem (N=24 na regular e N=11 na dirigida) constituindo os restantes pontos um conjunto de validação (N=37). A raiz do erro quadrado médio (RMSE) da validação da profundidade do solo deu 16,2 e 16,3 cm, respectivamente com os 24 pontos da amostragem regular e com os 11 da amostragem dirigida, embora o R entre valores observados e estimados tenha sido muito baixo (<|0,2|). No caso da argila (30-100 cm) obteve-se RMSE de 94 e 107 g kg -1 , respectivamente, e um R semelhante com ambas as amostragens (>0,4). Estes resultados sugerem que a ECa permite reduzir a amostragem de solos, sendo mais eficiente do que a amostragem regular como método de delimitação das áreas para caracterização do solo por amostragem dirigida.
Autores principais:Alexandre, Carlos
Assunto:cartografia de solos condutividade eléctrica aparente (ECa)
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:A necessidade de adaptar a gestão agrícola e florestal às condições específicas do solo tem levado a uma utilização crescente de métodos geofísicos na prospecção de solos à escala da parcela agrícola. Contudo, os resultados obtidos por estes métodos requerem uma calibração para os solos e outras condições ambientais prevalecentes a nível local e regional. O presente estudo aproveita um levantamento de solos realizado nos ensaios do "Olival Novo" (27 ha) nos Lameirões (DRAAL, Moura) para testar a aplicação da condutividade eléctrica aparente do solo (ECa) na cartografia de solos à escala da parcela agrícola, no Alentejo. O levantamento de solos envolveu uma amostragem regular para caracterização da diversidade de solos (55 sondagens manuais), seguida de uma amostragem para caracterização dos solos mais representativos (24 sondagens mecânicas). No levantamento da ECa utilizou -se um equipamento de indução electromagnética (Dualem 1) com dois sensores. Obtiveram -se coeficientes de correlação (R) muito baixos da ECa com a profundidade máxima observada (0,10) e com a argila da camada 30-100 cm (0,25) medidas na amostragem regular. No caso da amostragem dirigida o R subiu para 0,45 e 0,74, respectivamente, chegando a 0,82 para a capacidade de troca do solo (30 -100 cm). O R para a camada 0-30 cm deu sempre correlações inferiores. Compararam-se os mapas isopletos obtidos por diferentes métodos geoestatísticos, com destaque para a cokrigagem das variáveis edáficas, obtidas por amostragem regular e dirigida, usando a ECa como variável auxiliar. Na cokrigagem utilizou-se cerca de metade dos valores de cada amostragem (N=24 na regular e N=11 na dirigida) constituindo os restantes pontos um conjunto de validação (N=37). A raiz do erro quadrado médio (RMSE) da validação da profundidade do solo deu 16,2 e 16,3 cm, respectivamente com os 24 pontos da amostragem regular e com os 11 da amostragem dirigida, embora o R entre valores observados e estimados tenha sido muito baixo (<|0,2|). No caso da argila (30-100 cm) obteve-se RMSE de 94 e 107 g kg -1 , respectivamente, e um R semelhante com ambas as amostragens (>0,4). Estes resultados sugerem que a ECa permite reduzir a amostragem de solos, sendo mais eficiente do que a amostragem regular como método de delimitação das áreas para caracterização do solo por amostragem dirigida.

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