Publicação
Experiência e práticas governativas num império de distância: a carreira de Jerónimo de Azevedo (séculos XVI-XVII)
| Resumo: | A experiência teve um lugar maleável, mas sempre presente, no governo do império ultramarino. Era um elemento central na atribuição de funções ou cargos metropolitanos e ultramarinos, ainda que andasse sempre a par com o estatuto de fidalguia. Reconhecida como indispensável ao bom governo do império, esteve também na origem de alguns conflitos e tensões entre representantes metropolitanos e ultramarinos, sendo a sua ausência apontada como responsável por más decisões e revezes sofridos nas partes ultramarinas. A experiência necessária ao bom governo, por outro lado, não se encontrava apenas nos agentes e representantes da Coroa, independentemente do espaço em que exerciam as suas funções, mas buscava-se muitas vezes em indivíduos que tinham circulado pelo império, e que conheciam bem os seus espaços, os seus equilíbrios e desequilíbrios. Através de uma análise mais próxima ao percurso de Jerónimo de Azevedo, este artigo pretende demonstrar que a experiência é um factor determinante também na construção de uma carreira ultramarina, sobrepondo-se, inclusivamente, a outros aspectos fundamentais como a justiça ou o bom governo. |
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| Autores principais: | Almeida Borges, Graça |
| Assunto: | Estado da Índia governo do império Império português na Ásia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Évora |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Universidade de Évora |
| Resumo: | A experiência teve um lugar maleável, mas sempre presente, no governo do império ultramarino. Era um elemento central na atribuição de funções ou cargos metropolitanos e ultramarinos, ainda que andasse sempre a par com o estatuto de fidalguia. Reconhecida como indispensável ao bom governo do império, esteve também na origem de alguns conflitos e tensões entre representantes metropolitanos e ultramarinos, sendo a sua ausência apontada como responsável por más decisões e revezes sofridos nas partes ultramarinas. A experiência necessária ao bom governo, por outro lado, não se encontrava apenas nos agentes e representantes da Coroa, independentemente do espaço em que exerciam as suas funções, mas buscava-se muitas vezes em indivíduos que tinham circulado pelo império, e que conheciam bem os seus espaços, os seus equilíbrios e desequilíbrios. Através de uma análise mais próxima ao percurso de Jerónimo de Azevedo, este artigo pretende demonstrar que a experiência é um factor determinante também na construção de uma carreira ultramarina, sobrepondo-se, inclusivamente, a outros aspectos fundamentais como a justiça ou o bom governo. |
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