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Colonizações e infeções por Candida spp. em situações multifatoriais
| Summary: | As espécies de Candida tanto comportam-se como fungos oportunistas como membros comuns da flora humana. Ao longo dos anos, o foco principal da micologia médica tem sido a compreensão do seu potencial patogénico e as diferentes formas de doença que estes microrganismos podem originar. O número de infeções tem aumentado nos últimos anos, grande parte resultante da evolução dos cuidados médicos e cirúrgicos. O risco depende de muitos fatores, entre eles a exposição a diferentes antibióticos e procedimentos médicos. O objetivo deste ensaio é determinar a incidência das colonizações e infeções fúngicas pelo género de Candida, as principais características da população estudada, incluindo dados demográficos e fatores de risco intrínsecos e extrínsecos que favorecem o aparecimento de Candida. Este estudo retrospetivo, observacional inclui um total de 706 doentes de um hospital português, dos quais foram isolados espécies de Candida entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2019. A análise estatística foi realizada no Statistical Package for the Social Sciences 25.0. No intervalo de estudo observou-se 748 episódios (62 de candidoses invasivas). A incidência foi de 12,7 / 1000 admissões hospitalares. Foram identificadas nove espécies, sendo Candida albicans (73,8%) a mais prevalente, seguida por Candida glabrata (13,2%) e Candida tropicalis (4,8%). A maioria das amostras biológicas isoladas foi de urina. Relatamos uma taxa de mortalidade a 30 dias de 34% e a generalidade dos episódios comprovou-se em doentes com mais de 70 anos. Os fatores de risco mais observados foram a antibioterapia prévia (93,3%), a presença de sonda vesical (67,4%), a intubação nasogástrica (42,5%) e diabetes mellitus (41,4%). O fluconazol foi o principal fármaco prescrito em todos os episódios. A distribuição das espécies de Candida tem vindo a alterar-se no nosso hospital com um aumento na proporção de espécies não-albicans. Assim, a distribuição das espécies, a suscetibilidade a antifúngicos, os fatores de risco e a mortalidade devem ser analisados continuamente. Este estudo fornece informações essenciais sobre a epidemiologia local do género Candida. |
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| Main Authors: | Santos, Rafaela Pulquério Simões |
| Subject: | Amostras Biológicas Candida Candidoses Invasivas Colonização Fatores de Risco |
| Year: | 2020 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade da Beira Interior |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | uBibliorum |
| Summary: | As espécies de Candida tanto comportam-se como fungos oportunistas como membros comuns da flora humana. Ao longo dos anos, o foco principal da micologia médica tem sido a compreensão do seu potencial patogénico e as diferentes formas de doença que estes microrganismos podem originar. O número de infeções tem aumentado nos últimos anos, grande parte resultante da evolução dos cuidados médicos e cirúrgicos. O risco depende de muitos fatores, entre eles a exposição a diferentes antibióticos e procedimentos médicos. O objetivo deste ensaio é determinar a incidência das colonizações e infeções fúngicas pelo género de Candida, as principais características da população estudada, incluindo dados demográficos e fatores de risco intrínsecos e extrínsecos que favorecem o aparecimento de Candida. Este estudo retrospetivo, observacional inclui um total de 706 doentes de um hospital português, dos quais foram isolados espécies de Candida entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2019. A análise estatística foi realizada no Statistical Package for the Social Sciences 25.0. No intervalo de estudo observou-se 748 episódios (62 de candidoses invasivas). A incidência foi de 12,7 / 1000 admissões hospitalares. Foram identificadas nove espécies, sendo Candida albicans (73,8%) a mais prevalente, seguida por Candida glabrata (13,2%) e Candida tropicalis (4,8%). A maioria das amostras biológicas isoladas foi de urina. Relatamos uma taxa de mortalidade a 30 dias de 34% e a generalidade dos episódios comprovou-se em doentes com mais de 70 anos. Os fatores de risco mais observados foram a antibioterapia prévia (93,3%), a presença de sonda vesical (67,4%), a intubação nasogástrica (42,5%) e diabetes mellitus (41,4%). O fluconazol foi o principal fármaco prescrito em todos os episódios. A distribuição das espécies de Candida tem vindo a alterar-se no nosso hospital com um aumento na proporção de espécies não-albicans. Assim, a distribuição das espécies, a suscetibilidade a antifúngicos, os fatores de risco e a mortalidade devem ser analisados continuamente. Este estudo fornece informações essenciais sobre a epidemiologia local do género Candida. |
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