Publicação
Haverá uma carne sem corpo? Releituras de l'Incarnation de Michel Henry
| Resumo: | Neste texto, a partir da pergunta que Emmanuel Falque pôs de viva voz a Michel Henry, no Instituto Católico de Paris, em 2001 «Ya-t'il une chair sans corps?», procura-se questionar o «abismo» que ele foi cavando entre o «corpo» inscrito no mundo e o «pathos» da «carne originária», dualismo que aprofundou especialmente nos seus últimos escritos sobre o cristianismo. Fazendo nossas algumas das questões de E. Falque, notamos como, apesar dos seus protestos em sentido contrário, a releitura que Michel Henry faz do prólogo de João, recusando a «criação» genesíaca e resolvendo-a na «encarnação» do Verbo, não deixa de se inscrever «volens nolens» no sulco das muitas metamorfoses da gnose, a qual sempre precisa de condenar o mundo («condemnation de I' extériorité» in ipsis verbis suis) para valorizar a descoberta Vida divina transcendental e invisível. |
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| Autores principais: | Rosa, José Maria Silva |
| Assunto: | Michel Henry Encarnação Carne Corpo |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Beira Interior |
| Idioma: | português |
| Origem: | uBibliorum |
| Resumo: | Neste texto, a partir da pergunta que Emmanuel Falque pôs de viva voz a Michel Henry, no Instituto Católico de Paris, em 2001 «Ya-t'il une chair sans corps?», procura-se questionar o «abismo» que ele foi cavando entre o «corpo» inscrito no mundo e o «pathos» da «carne originária», dualismo que aprofundou especialmente nos seus últimos escritos sobre o cristianismo. Fazendo nossas algumas das questões de E. Falque, notamos como, apesar dos seus protestos em sentido contrário, a releitura que Michel Henry faz do prólogo de João, recusando a «criação» genesíaca e resolvendo-a na «encarnação» do Verbo, não deixa de se inscrever «volens nolens» no sulco das muitas metamorfoses da gnose, a qual sempre precisa de condenar o mundo («condemnation de I' extériorité» in ipsis verbis suis) para valorizar a descoberta Vida divina transcendental e invisível. |
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