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O Efeito dos ftalatos na Saúde Reprodutiva

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Summary:Introdução: Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos são produzidos cerca de 400 milhões de toneladas de plástico, e consequentemente tem existido uma crescente preocupação com o seu impacto na saúde humana. Várias classes de substâncias são usadas como constituintes do plástico. Os ftalatos são um constituinte do plástico usado para o tornar mais maleável, estando presente em várias classes de produtos do consumidor. Os ftalatos comportam-se como um disruptor endócrino (EDC), ou seja, têm a capacidade de interferir na biossíntese, metabolismo e ação hormonal, resultando num desvio da normal homeostase hormonal. Alguns ftalatos foram considerados categoria IB como substâncias tóxicas para a reprodução e consequentemente têm sofrido algumas restrições a nível da indústria. No entanto, a sua exposição permanece de forma ubíqua na população. Os ftalatos conseguem interferir na homeostase normal dos estrogénios e androgénios, bem como no eixo hipotálamo-pituitária-gonadas (HPG), que consequentemente podem provocar efeitos adversos no desenvolvimento e na reprodução em homens e mulheres. Alguns desses efeitos já foram caracterizados em estudos epidemiológicos e experimentais em humanos e animais. Apesar de estes não serem consistentes, alguns autores relacionam a exposição aos ftalatos com a puberdade precoce, insuficiência ovariana primaria (IOP), endometriose, problemas relacionados com a gravidez e fertilização in vitro (IVF), malformações no período fetal e alterações da espermatogénese. Paralelamente ao aumento crescente da produção de químicos sintéticos com propriedades de disrupção endócrina, a fertilidade humana tem sofrido um declínio nas últimas décadas. Desta forma, tendo em conta os efeitos dos ftalatos no sistema reprodutivo humano é importante clarificar o seu papel na infertilidade. Metodologia: Para a realização deste trabalho, efetuou-se a pesquisa na internet de artigos científicos relacionados com o tema utilizando como motores de busca o PubMed, Google e Google Scholar, Elseivier, Springer. Objetivos: Verificar os efeitos dos ftalatos na saúde reprodutiva; averiguar a possível relação entre a crescente produção dos ftalatos e o aumento da infertilidade verificada nas últimas décadas. Conclusão: A exposição humana a ftalatos pode ter implicações na saúde reprodutiva quer do sexo masculino quer feminino, com potenciais consequências na fertilidade. No entanto, é necessário a realização de mais estudos em humanos que esclareçam esta associação, bem como da quantificação do risco exposicional.
Main Authors:Mesquita, Inês Résio
Subject:Disruptores Endócrinos Ftalatos Infertilidade Saúde Preventiva Toxicidade Reprodutiva
Year:2020
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade da Beira Interior
Language:Portuguese
Origin:uBibliorum
Description
Summary:Introdução: Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos são produzidos cerca de 400 milhões de toneladas de plástico, e consequentemente tem existido uma crescente preocupação com o seu impacto na saúde humana. Várias classes de substâncias são usadas como constituintes do plástico. Os ftalatos são um constituinte do plástico usado para o tornar mais maleável, estando presente em várias classes de produtos do consumidor. Os ftalatos comportam-se como um disruptor endócrino (EDC), ou seja, têm a capacidade de interferir na biossíntese, metabolismo e ação hormonal, resultando num desvio da normal homeostase hormonal. Alguns ftalatos foram considerados categoria IB como substâncias tóxicas para a reprodução e consequentemente têm sofrido algumas restrições a nível da indústria. No entanto, a sua exposição permanece de forma ubíqua na população. Os ftalatos conseguem interferir na homeostase normal dos estrogénios e androgénios, bem como no eixo hipotálamo-pituitária-gonadas (HPG), que consequentemente podem provocar efeitos adversos no desenvolvimento e na reprodução em homens e mulheres. Alguns desses efeitos já foram caracterizados em estudos epidemiológicos e experimentais em humanos e animais. Apesar de estes não serem consistentes, alguns autores relacionam a exposição aos ftalatos com a puberdade precoce, insuficiência ovariana primaria (IOP), endometriose, problemas relacionados com a gravidez e fertilização in vitro (IVF), malformações no período fetal e alterações da espermatogénese. Paralelamente ao aumento crescente da produção de químicos sintéticos com propriedades de disrupção endócrina, a fertilidade humana tem sofrido um declínio nas últimas décadas. Desta forma, tendo em conta os efeitos dos ftalatos no sistema reprodutivo humano é importante clarificar o seu papel na infertilidade. Metodologia: Para a realização deste trabalho, efetuou-se a pesquisa na internet de artigos científicos relacionados com o tema utilizando como motores de busca o PubMed, Google e Google Scholar, Elseivier, Springer. Objetivos: Verificar os efeitos dos ftalatos na saúde reprodutiva; averiguar a possível relação entre a crescente produção dos ftalatos e o aumento da infertilidade verificada nas últimas décadas. Conclusão: A exposição humana a ftalatos pode ter implicações na saúde reprodutiva quer do sexo masculino quer feminino, com potenciais consequências na fertilidade. No entanto, é necessário a realização de mais estudos em humanos que esclareçam esta associação, bem como da quantificação do risco exposicional.

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