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Identificação de Biomarcadores em doentes com Cancro do Pulmão de Não-pequenas Células tratados com Imunoterapia
| Summary: | O cancro do pulmão representa 95% dos tumores epiteliais malignos e apresenta uma taxa de incidência em constante crescimento. Nos países ocidentais, é já a principal causa de morte por doença oncológica e estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas morra por ano, em todo o mundo. De acordo com a OMS, o cancro do pulmão pode ser classificado histologicamente em: carcinoma pulmonar de pequenas células (CPPC) e carcinoma pulmonar de nãopequenas células (CPNPC). Os carcinomas pulmonares de não-pequenas células representam cerca de 80% dos casos de carcinoma pulmonar e incluem dois tipos major: não escamoso (que, por sua vez, inclui adenocarcinoma, carcinoma de grandes células e outros subtipos) e escamoso (epidermoide). O tratamento do carcinoma de não-pequenas células sofreu, nos últimos anos, mudanças significativas resultantes do recurso a terapia dirigida e imunoterapia, o que contribuiu para o aumento da taxa de sobrevida e da qualidade de vida destes doentes. No entanto, apesar da imunoterapia se ter revelado um dos avanços mais importantes, apenas uma parte da população de doentes com CPNPC beneficia dela. A identificação e o estudo de potenciais biomarcadores, que são preditores da resposta ao tratamento com imunoterapia, permitem a seleção dos doentes que mais beneficiarão dela. Permitem também monitorizá-los durante o tratamento e inferir sobre o seu prognóstico. São vários os biomarcadores já identificados e estudados, alguns relacionados com o próprio tumor, outros ligados ao seu microambiente e, por fim, alguns derivados do hospedeiro. Cada biomarcador mencionado na presente monografia revela utilidade e apresenta também limitações, pelo que uma combinação de múltiplos biomarcadores poderá ser a melhor alternativa para prever a eficácia da imunoterapia. Em suma, existe ainda um longo caminho a percorrer e é premente a realização de estudos prospetivos que validem a utilidade destes biomarcadores e contribuam para a uniformização do seu uso na prática clínica. |
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| Main Authors: | Santos, Inês Duarte dos |
| Subject: | Biomarcadores Cancro do Pulmão de Não-Pequenas Células Imunoterapia |
| Year: | 2022 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade da Beira Interior |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | uBibliorum |
| Summary: | O cancro do pulmão representa 95% dos tumores epiteliais malignos e apresenta uma taxa de incidência em constante crescimento. Nos países ocidentais, é já a principal causa de morte por doença oncológica e estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas morra por ano, em todo o mundo. De acordo com a OMS, o cancro do pulmão pode ser classificado histologicamente em: carcinoma pulmonar de pequenas células (CPPC) e carcinoma pulmonar de nãopequenas células (CPNPC). Os carcinomas pulmonares de não-pequenas células representam cerca de 80% dos casos de carcinoma pulmonar e incluem dois tipos major: não escamoso (que, por sua vez, inclui adenocarcinoma, carcinoma de grandes células e outros subtipos) e escamoso (epidermoide). O tratamento do carcinoma de não-pequenas células sofreu, nos últimos anos, mudanças significativas resultantes do recurso a terapia dirigida e imunoterapia, o que contribuiu para o aumento da taxa de sobrevida e da qualidade de vida destes doentes. No entanto, apesar da imunoterapia se ter revelado um dos avanços mais importantes, apenas uma parte da população de doentes com CPNPC beneficia dela. A identificação e o estudo de potenciais biomarcadores, que são preditores da resposta ao tratamento com imunoterapia, permitem a seleção dos doentes que mais beneficiarão dela. Permitem também monitorizá-los durante o tratamento e inferir sobre o seu prognóstico. São vários os biomarcadores já identificados e estudados, alguns relacionados com o próprio tumor, outros ligados ao seu microambiente e, por fim, alguns derivados do hospedeiro. Cada biomarcador mencionado na presente monografia revela utilidade e apresenta também limitações, pelo que uma combinação de múltiplos biomarcadores poderá ser a melhor alternativa para prever a eficácia da imunoterapia. Em suma, existe ainda um longo caminho a percorrer e é premente a realização de estudos prospetivos que validem a utilidade destes biomarcadores e contribuam para a uniformização do seu uso na prática clínica. |
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