Publicação
O conceito de flexibilidade na arquitectura: projecto de uma célula habitacional flexível
| Resumo: | A habitação é a forma de arquitectura mais dispersa pelo mundo e o espaço onde passamos grande parte do nosso tempo, praticamos diversas actividades, sendo, portanto, dada mais importância a esta temática. A arquitectura a que estamos habituados é ainda muito estática, longe da dinâmica e da mutabilidade dos próprios comportamentos humanos ou as suas necessidades. Surge, então, a necessidade da aplicação do conceito de flexibilidade e como este pode responder a uma imprevisibilidade associada à sociedade e ao sujeito actual, bem como ao seu desenvolvimento. A nova vida doméstica, onde a separação entre sectores como a habitação, o lazer ou o trabalho está a desaparecer, as transformações na sociedade contemporânea, bem como, a evolução tecnológica e científica influenciam novas propostas mais flexíveis e o modo como se desenvolverá o espaço de habitação. O conceito de flexibilidade não é um conceito só actual, mas um conceito que tem sido desenvolvido ao longo do tempo, estando mesmo associado à sobrevivência dos nossos antepassados, caracterizados por uma mobilidade e nomadismo. Para além da mobilidade, o conceito de flexibilidade consiste noutras características, tais como, o movimento, a versatilidade, a multifuncionalidade e a mutabilidade. Deve ser revista a importância da relação entre o objecto e a arquitectura, já que alguns elementos, considerados por vezes móveis, outras vezes equipamento, ajudam a tornar os espaços mais flexíveis, surgindo por vezes soluções que influenciam muito a forma do espaço, a sua eficácia e a sua habitabilidade. É defendida a ideia de que a habitação funcione como um sistema capaz de assimilar adaptações através de impulsos gerados por necessidades dos utilizadores; a ideia de um espaço regulável, em vez de regulador, no sentido de gerar conjuntos de opções e corresponder a necessidades particulares contínuas e incertas. Deve ser atribuído um dinamismo e uma interactividade, quer através de processos tecnológicos automáticos, quer através de processos mecânicos manuais, que permitem às pessoas comprometerem-se com a habitação, não como seres passivos, mas como indivíduos activos que exercem influência no espaço que habitam. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Tiago Almeida Alves |
| Assunto: | Arquitectura doméstica Projecto arquitectónico |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Beira Interior |
| Idioma: | português |
| Origem: | uBibliorum |
| Resumo: | A habitação é a forma de arquitectura mais dispersa pelo mundo e o espaço onde passamos grande parte do nosso tempo, praticamos diversas actividades, sendo, portanto, dada mais importância a esta temática. A arquitectura a que estamos habituados é ainda muito estática, longe da dinâmica e da mutabilidade dos próprios comportamentos humanos ou as suas necessidades. Surge, então, a necessidade da aplicação do conceito de flexibilidade e como este pode responder a uma imprevisibilidade associada à sociedade e ao sujeito actual, bem como ao seu desenvolvimento. A nova vida doméstica, onde a separação entre sectores como a habitação, o lazer ou o trabalho está a desaparecer, as transformações na sociedade contemporânea, bem como, a evolução tecnológica e científica influenciam novas propostas mais flexíveis e o modo como se desenvolverá o espaço de habitação. O conceito de flexibilidade não é um conceito só actual, mas um conceito que tem sido desenvolvido ao longo do tempo, estando mesmo associado à sobrevivência dos nossos antepassados, caracterizados por uma mobilidade e nomadismo. Para além da mobilidade, o conceito de flexibilidade consiste noutras características, tais como, o movimento, a versatilidade, a multifuncionalidade e a mutabilidade. Deve ser revista a importância da relação entre o objecto e a arquitectura, já que alguns elementos, considerados por vezes móveis, outras vezes equipamento, ajudam a tornar os espaços mais flexíveis, surgindo por vezes soluções que influenciam muito a forma do espaço, a sua eficácia e a sua habitabilidade. É defendida a ideia de que a habitação funcione como um sistema capaz de assimilar adaptações através de impulsos gerados por necessidades dos utilizadores; a ideia de um espaço regulável, em vez de regulador, no sentido de gerar conjuntos de opções e corresponder a necessidades particulares contínuas e incertas. Deve ser atribuído um dinamismo e uma interactividade, quer através de processos tecnológicos automáticos, quer através de processos mecânicos manuais, que permitem às pessoas comprometerem-se com a habitação, não como seres passivos, mas como indivíduos activos que exercem influência no espaço que habitam. |
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