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Glicemia, comportamentos agressivos, neuroticismo e depressão: que relação?

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Summary:Neste estudo procuramos evidenciar se diferentes níveis de glicemia estão relacionados com os comportamentos agressivos, com o neuroticisimo enquanto indicador de personalidade e com a depressão enquanto indicador de saúde mental. Ao estudarmos o modo de como os diferentes níveis de açúcar podem estar relacionados com o bem-estar dos indivíduos, podemos observar a relação que estes têm com os diferentes comportamentos, com a saúde mental, bem como com a personalidade. O principal objetivo do presente estudo passa pela compreensão da relação que a glicemia pode ter com os comportamentos agressivos, com a depressão e com o neuroticismo. Esta investigação assume uma vertente descritiva, transversal, de tipo correlacional, com uma amostra recolhida através de um protocolo online, com o preenchimento de um questionário sociodemográfico, do Inventário das Cinco Dimensões de Personalidade (Neuroticismo), da Escala de Comportamentos Agressivos, o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Depressão), bem como preenchimento de medidas biomédicas. Incluiu um grupo de 216 participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 89 anos (Média=38,36; Desvio-Padrão=17,99), com 73 sujeitos do sexo masculino e 143 do sexo feminino. Foi possível observar, através dos resultados obtidos, uma correlação estatisticamente significativa entre os níveis de glicemia e os comportamentos agressivos, o neuroticismo e a depressão. Em geral verificou-se que níveis elevados de açúcar no sangue acabam por estar relacionados com a prevalência de comportamentos agressivos, bem como com sintomas depressivos. Em relação ao neuroticismo, observou-se que quantos menores os níveis de glicemia, maior é a sintomatologia neurótica. Os sujeitos com idades mais jovens foram os que obtiveram valores mais estáveis de açúcar no sangue, verificando-se um aumento destes níveis conforme o decorrer da idade, ou seja, em idades mais avançadas. Os sujeitos do sexo masculino obtiveram uma pontuação mais elevada, comparativamente às mulheres. Já em termos de escolaridade, um nível académico mais baixo refletiu valores mais acentuados de glicemia e em termos de estatuto socioeconómico, surgiram algumas discrepâncias, apesar de os sujeitos com estatuto médio-alto terem uma maior inclinação para níveis elevados de açúcar no sangue. Ficou patente que os diferentes níveis de açúcar no sangue acabam por ter uma relação significativa com o comportamento agressivo, fatores de personalidade e saúde mental dos sujeitos, e que as diferenças sociodemográficas podem espelhar um contraste nos mesmos.
Main Authors:Fernandes, Joana Carolina Dória
Subject:Comportamento Agressivo Depressão Glicemia Neuroticismo
Year:2017
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade da Beira Interior
Language:Portuguese
Origin:uBibliorum
Description
Summary:Neste estudo procuramos evidenciar se diferentes níveis de glicemia estão relacionados com os comportamentos agressivos, com o neuroticisimo enquanto indicador de personalidade e com a depressão enquanto indicador de saúde mental. Ao estudarmos o modo de como os diferentes níveis de açúcar podem estar relacionados com o bem-estar dos indivíduos, podemos observar a relação que estes têm com os diferentes comportamentos, com a saúde mental, bem como com a personalidade. O principal objetivo do presente estudo passa pela compreensão da relação que a glicemia pode ter com os comportamentos agressivos, com a depressão e com o neuroticismo. Esta investigação assume uma vertente descritiva, transversal, de tipo correlacional, com uma amostra recolhida através de um protocolo online, com o preenchimento de um questionário sociodemográfico, do Inventário das Cinco Dimensões de Personalidade (Neuroticismo), da Escala de Comportamentos Agressivos, o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Depressão), bem como preenchimento de medidas biomédicas. Incluiu um grupo de 216 participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 89 anos (Média=38,36; Desvio-Padrão=17,99), com 73 sujeitos do sexo masculino e 143 do sexo feminino. Foi possível observar, através dos resultados obtidos, uma correlação estatisticamente significativa entre os níveis de glicemia e os comportamentos agressivos, o neuroticismo e a depressão. Em geral verificou-se que níveis elevados de açúcar no sangue acabam por estar relacionados com a prevalência de comportamentos agressivos, bem como com sintomas depressivos. Em relação ao neuroticismo, observou-se que quantos menores os níveis de glicemia, maior é a sintomatologia neurótica. Os sujeitos com idades mais jovens foram os que obtiveram valores mais estáveis de açúcar no sangue, verificando-se um aumento destes níveis conforme o decorrer da idade, ou seja, em idades mais avançadas. Os sujeitos do sexo masculino obtiveram uma pontuação mais elevada, comparativamente às mulheres. Já em termos de escolaridade, um nível académico mais baixo refletiu valores mais acentuados de glicemia e em termos de estatuto socioeconómico, surgiram algumas discrepâncias, apesar de os sujeitos com estatuto médio-alto terem uma maior inclinação para níveis elevados de açúcar no sangue. Ficou patente que os diferentes níveis de açúcar no sangue acabam por ter uma relação significativa com o comportamento agressivo, fatores de personalidade e saúde mental dos sujeitos, e que as diferenças sociodemográficas podem espelhar um contraste nos mesmos.

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