Publicação
Teologia Filosófica e Filosofia da Religião: uma discreta e tangível (des)continuidade na Metafísica de Aristóteles
| Resumo: | O esforço aristotélico por compaginar o horizonte epistemológico da enunciação do problema do movimento com o quadro fenomenológico dos atributos divinos, não acompanha o circuito hermenêutico inter-remissivo segundo o qual não basta que Deus seja explicado epistemologicamente (no caso vertente, por causa do movimento), mas é necessário que Deus se destaque como fundamento ôntico da própria possibilidade discursiva da causalidade. Nesse sentido, parece-nos relevante salientar que a concepção teológica de Aristóteles escamoteia o critério e o horizonte hermenêutico de onde extrai o atributo de “divino” com que qualifica o motor imóvel, de tal forma que tudo se conjuga, no Livro XII da Metafísica, para a constituição de uma teologia onde, em bom rigor, a primazia metafísica da substância divina depende mais de uma analítica epistemológica do movimento do que propriamente de uma fenomenologia da experiência religiosa ou da vivência do sagrado, à sombra da qual pudesse germinar e vingar uma filosofia da religião. |
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| Autores principais: | Amaral, António |
| Assunto: | Aristóteles Metafísica Teologia Religião Causalidade Movimento |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Beira Interior |
| Idioma: | português |
| Origem: | uBibliorum |
| Resumo: | O esforço aristotélico por compaginar o horizonte epistemológico da enunciação do problema do movimento com o quadro fenomenológico dos atributos divinos, não acompanha o circuito hermenêutico inter-remissivo segundo o qual não basta que Deus seja explicado epistemologicamente (no caso vertente, por causa do movimento), mas é necessário que Deus se destaque como fundamento ôntico da própria possibilidade discursiva da causalidade. Nesse sentido, parece-nos relevante salientar que a concepção teológica de Aristóteles escamoteia o critério e o horizonte hermenêutico de onde extrai o atributo de “divino” com que qualifica o motor imóvel, de tal forma que tudo se conjuga, no Livro XII da Metafísica, para a constituição de uma teologia onde, em bom rigor, a primazia metafísica da substância divina depende mais de uma analítica epistemológica do movimento do que propriamente de uma fenomenologia da experiência religiosa ou da vivência do sagrado, à sombra da qual pudesse germinar e vingar uma filosofia da religião. |
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