Publicação
Tratamento adjuvante da neoplasia não músculo invasiva da bexiga para além do BCG
| Resumo: | O tumor da bexiga é uma das neoplasias com maior incidência e mortalidade em Portugal. Foi a quarta causa mais frequente de neoplasia no sexo masculino, e o nono cancro com maior mortalidade em ambos os sexos, no ano de 2020. Na classificação da OMS da neoplasia da bexiga, os tumores não-músculo invasivos (Ta, T1 e Cis) são responsável por mais de 70% dos casos registados desta neoplasia, cujo tratamento assenta na resseção transuretral do tumor, seguido de quimioterapia ou imunoterapia com o Bacilo Calmette-Guérin (BCG), ambos instilados por via intravesical. Este bacilo, estirpe atenuada do Mycobacterium bovis, é inoculado em todo o mundo por se tratar da principal via de prevenção da tuberculose, sendo necessária uma produção em grande escala. No entanto, tratando-se de uma micobactéria, é necessário considerar o tempo e outros fatores que condicionam a cultura, a maquinaria especializada com grandes custos para além da necessidade de condições específicas que previnam a contaminação desta estirpe. Assim, a produção não está a responder às necessidades deste bacilo tornando-se oportuno o estudo e implementação de esquemas alternativos ao tratamento da neoplasia não-músculo invasiva da bexiga. Este trabalho tem como objetivo abordar as alternativas ao BCG no tratamento da neoplasia não-músculo invasivo na bexiga face à escassez mundial deste bacilo. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em plataformas online com a análise de artigos desde 2000 até à atualidade. As terapias encontradas mais promissoras são a imunoterapia e os novos métodos de instilação intravesical. A abordagem que combina a administração de mitomicina C com forças eletromotrizes mostrou melhores resultados do que a instilação do agente isolado. A imunoterapia tem conquistado o seu território nos doentes que não respondem ao BCG. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, João Maria Ferreira de |
| Assunto: | Bacilo Calmette-Guérin Bcg Carcinoma Urotelial da Bexiga Escassez de Bcg Imunoterapia Neoplasia Não-Músculo Invasivo da Bexiga Quimioterapia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Beira Interior |
| Idioma: | português |
| Origem: | uBibliorum |
| Resumo: | O tumor da bexiga é uma das neoplasias com maior incidência e mortalidade em Portugal. Foi a quarta causa mais frequente de neoplasia no sexo masculino, e o nono cancro com maior mortalidade em ambos os sexos, no ano de 2020. Na classificação da OMS da neoplasia da bexiga, os tumores não-músculo invasivos (Ta, T1 e Cis) são responsável por mais de 70% dos casos registados desta neoplasia, cujo tratamento assenta na resseção transuretral do tumor, seguido de quimioterapia ou imunoterapia com o Bacilo Calmette-Guérin (BCG), ambos instilados por via intravesical. Este bacilo, estirpe atenuada do Mycobacterium bovis, é inoculado em todo o mundo por se tratar da principal via de prevenção da tuberculose, sendo necessária uma produção em grande escala. No entanto, tratando-se de uma micobactéria, é necessário considerar o tempo e outros fatores que condicionam a cultura, a maquinaria especializada com grandes custos para além da necessidade de condições específicas que previnam a contaminação desta estirpe. Assim, a produção não está a responder às necessidades deste bacilo tornando-se oportuno o estudo e implementação de esquemas alternativos ao tratamento da neoplasia não-músculo invasiva da bexiga. Este trabalho tem como objetivo abordar as alternativas ao BCG no tratamento da neoplasia não-músculo invasivo na bexiga face à escassez mundial deste bacilo. Para isso, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em plataformas online com a análise de artigos desde 2000 até à atualidade. As terapias encontradas mais promissoras são a imunoterapia e os novos métodos de instilação intravesical. A abordagem que combina a administração de mitomicina C com forças eletromotrizes mostrou melhores resultados do que a instilação do agente isolado. A imunoterapia tem conquistado o seu território nos doentes que não respondem ao BCG. |
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