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Venda de suplementos alimentares nas farmácias do concelho da Covilhã
| Summary: | Introdução: Nos últimos anos tem-se registado uma tendência crescente no consumo de suplementos alimentares, sendo as farmácias o local preferencial para a compra dos mesmos. No entanto, são escassos ou inexistentes os estudos que analisam a venda destes produtos no contexto específico de farmácias comunitárias, que comparam a sua venda em meios urbano e rural e que investigam os suplementos mais vendidos nas diferentes estações. Objetivos: Comparar a percentagem de suplementos alimentares de várias categorias vendidos em duas farmácias do concelho da Covilhã em espaço urbano com a percentagem da venda dos mesmos em duas farmácias do concelho da Covilhã em espaço rural; investigar se existem diferenças no tipo de suplementos vendidos nas diferentes estações do ano. Métodos: Estudo de análise quantitativa, descritivo, observacional, analítico, de corte longitudinal e retrospetivo. A população alvo da investigação seriam os suplementos alimentares vendidos nas 19 farmácias do concelho da Covilhã entre junho de 2017 e maio de 2018, inclusive. Foram selecionadas aleatoriamente para o estudo quatro farmácias, duas localizadas na cidade da Covilhã (“urbanas”) e duas fora da cidade (“rurais”), correspondendo a amostra do estudo a 12 634 suplementos alimentares. Os dados obtidos foram tratados no programa Microsoft Excel 2016® e os testes estatísticos utilizados foram o do Qui-quadrado e o de proporção entre duas amostras. Resultados: Há diferenças estatisticamente significativas no volume de vendas dos suplementos alimentares ao longo de todo o ano (p-valor=1,17 x 10-15), tendo sido o inverno a estação onde se verificou um maior volume de vendas (26,71%), em oposição ao verão onde se verificou o menor volume de vendas (21,82%). Há evidências de diferenças estatísticas na venda nas diferentes estações do ano para os suplementos de todas as categorias à exceção das seguintes: “Aparelho urinário” (p-valor=0,28), “Beleza” (p-valor=0,16), “Saúde da mulher” (p-valor=0,12), “Saúde ocular” (p-valor=0,97) e “Sexuais” (p-valor=0,27). Há ainda evidências estatísticas que comprovam a desigualdade na proporção de vendas entre os meios urbano e rural para todas as categorias exceto as seguintes: “Ansiedade e sono” (p-valor= 0,11), “Aparelho urinário” (p-valor=0,11) e “Sexuais” (p-valor=0,86). Discussão e conclusões: A quantidade de suplementos alimentares vendidos não foi idêntica em cada uma das quatro estações do ano, tendo-se registado o maior consumo no inverno. Existem, ao longo do ano, diferentes padrões de consumo para a maioria das categorias de suplementos estudadas, sendo particularmente relevantes as seguintes classes: “Antioxidantes, vitaminas e minerais”, “Emagrecimento” e “Imunidade” com picos de consumo na primavera, verão e inverno, respetivamente. Por fim, existem diferentes padrões de venda de suplementos nos meios urbano e rural para a maioria das categorias estudadas, verificando-se no meio urbano a maior percentagem de vendas. |
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| Main Authors: | Martins, Inês Vieira |
| Subject: | Farmácias Meio Rural Meio Urbano Suplementos Alimentares |
| Year: | 2019 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade da Beira Interior |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | uBibliorum |
| Summary: | Introdução: Nos últimos anos tem-se registado uma tendência crescente no consumo de suplementos alimentares, sendo as farmácias o local preferencial para a compra dos mesmos. No entanto, são escassos ou inexistentes os estudos que analisam a venda destes produtos no contexto específico de farmácias comunitárias, que comparam a sua venda em meios urbano e rural e que investigam os suplementos mais vendidos nas diferentes estações. Objetivos: Comparar a percentagem de suplementos alimentares de várias categorias vendidos em duas farmácias do concelho da Covilhã em espaço urbano com a percentagem da venda dos mesmos em duas farmácias do concelho da Covilhã em espaço rural; investigar se existem diferenças no tipo de suplementos vendidos nas diferentes estações do ano. Métodos: Estudo de análise quantitativa, descritivo, observacional, analítico, de corte longitudinal e retrospetivo. A população alvo da investigação seriam os suplementos alimentares vendidos nas 19 farmácias do concelho da Covilhã entre junho de 2017 e maio de 2018, inclusive. Foram selecionadas aleatoriamente para o estudo quatro farmácias, duas localizadas na cidade da Covilhã (“urbanas”) e duas fora da cidade (“rurais”), correspondendo a amostra do estudo a 12 634 suplementos alimentares. Os dados obtidos foram tratados no programa Microsoft Excel 2016® e os testes estatísticos utilizados foram o do Qui-quadrado e o de proporção entre duas amostras. Resultados: Há diferenças estatisticamente significativas no volume de vendas dos suplementos alimentares ao longo de todo o ano (p-valor=1,17 x 10-15), tendo sido o inverno a estação onde se verificou um maior volume de vendas (26,71%), em oposição ao verão onde se verificou o menor volume de vendas (21,82%). Há evidências de diferenças estatísticas na venda nas diferentes estações do ano para os suplementos de todas as categorias à exceção das seguintes: “Aparelho urinário” (p-valor=0,28), “Beleza” (p-valor=0,16), “Saúde da mulher” (p-valor=0,12), “Saúde ocular” (p-valor=0,97) e “Sexuais” (p-valor=0,27). Há ainda evidências estatísticas que comprovam a desigualdade na proporção de vendas entre os meios urbano e rural para todas as categorias exceto as seguintes: “Ansiedade e sono” (p-valor= 0,11), “Aparelho urinário” (p-valor=0,11) e “Sexuais” (p-valor=0,86). Discussão e conclusões: A quantidade de suplementos alimentares vendidos não foi idêntica em cada uma das quatro estações do ano, tendo-se registado o maior consumo no inverno. Existem, ao longo do ano, diferentes padrões de consumo para a maioria das categorias de suplementos estudadas, sendo particularmente relevantes as seguintes classes: “Antioxidantes, vitaminas e minerais”, “Emagrecimento” e “Imunidade” com picos de consumo na primavera, verão e inverno, respetivamente. Por fim, existem diferentes padrões de venda de suplementos nos meios urbano e rural para a maioria das categorias estudadas, verificando-se no meio urbano a maior percentagem de vendas. |
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