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Estudo comparativo com OCT, de edema macular após facoemulsificação com implante de lente intraocular, entre doentes diabéticos e não diabéticos

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Summary:A catarata consiste na opacificação parcial ou total do cristalino e geralmente evolui de forma progressiva, com diminuição da acuidade visual, mesmo com correção ótica. Existem vários tipos de cataratas, podendo ser congénitas (mais raras) ou adquiridas. Estas últimas podem ser decorrentes do envelhecimento (catarata senil – a mais frequente), mas também podem resultar de traumatismos ou de doenças/situações com perturbação do equilíbrio metabólico do cristalino, como a diabetes mellitus, surgindo nesses casos, mais precocemente. A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável. No entanto, não existe tratamento clínico, sendo este sempre cirúrgico. A realização da cirurgia depende do impacto que a opacificação do cristalino tem no dia-a-dia e na qualidade de vida de cada doente. Atualmente, a técnica cirúrgica mais utilizada para o tratamento da catarata consiste na remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração, um processo chamado de facoemulsificação com implante de lente intraocular (LIO). Este procedimento tem a vantagem de exigir incisões mais pequenas, sem necessidade de suturas. No entanto, como com qualquer outra intervenção cirúrgica, pode haver algumas complicações pós-cirúrgicas, sendo o edema macular (EM) uma das mais frequentes. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de patologia macular entre doentes diabéticos e não diabéticos portadores de catarata, submetidos à técnica cirúrgica de facoemulsificação com implante de LIO, através da tomografia de coerência ótica (OCT, optical coherence tomography). Para tal, foi estudada uma amostra de 22 indivíduos (44 olhos), divididos em dois grupos (diabéticos e não diabéticos), cada um constituído por 11 doentes, acompanhados na Clínica Oftalmológica das Antas - Porto. Através do OCT, observaram-se as máculas antes da cirurgia e dois meses após a mesma, no sentido de se encontrar patologia macular e verificar se a incidência desta era maior no grupo de doentes diabéticos. Além dos exames de OCT de cada um dos doentes, foi consultado o processo clínico para recolha dos dados médicos e demográficos da amostra. Os resultados obtidos permitem concluir que os objetivos deste estudo foram atingidos de forma satisfatória, apesar de não ser conclusiva a hipótese geral da investigação: “normalmente, os doentes diabéticos apresentam mais vezes edema macular pós-cirúrgico do que os não diabéticos.” Concluímos que no nosso estudo, de um modo geral, o valor médio da espessura central da retina entre o grupo dos doentes não diabéticos e o dos diabéticos não apresentou diferenças estatisticamente significativas, embora a espessura média no grupo dos não diabéticos seja ligeiramente superior. Um outro ponto de interesse do estudo foi a análise das diferenças da espessura da mácula em doentes < 65 anos e = 65 anos, antes e depois da cirurgia. Relativamente à interação entre idade dos participantes e cirurgia, foram encontrados resultados estatisticamente significativos nas áreas 3 e 5, no OD. Assim, os doentes com idade inferior a 65 anos obtiveram uma variação média positiva mais acentuada de espessura da mácula, em A3 e A5, que os doentes com 65 ou mais anos. O que significa que, ao introduzir o elemento cirurgia (antes/depois) e ao colocá-lo no modelo, concluiu-se que o aumento da espessura macular foi superior nos doentes com menos de 65 anos e que o mesmo é dependente da interação entre faixa etária e cirurgia.
Main Authors:Pereira, Flávia Melissa
Subject:Catarata Diabetes Mellitus Edema Macular Facoemulsificação Oct
Year:2014
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade da Beira Interior
Language:Portuguese
Origin:uBibliorum
Description
Summary:A catarata consiste na opacificação parcial ou total do cristalino e geralmente evolui de forma progressiva, com diminuição da acuidade visual, mesmo com correção ótica. Existem vários tipos de cataratas, podendo ser congénitas (mais raras) ou adquiridas. Estas últimas podem ser decorrentes do envelhecimento (catarata senil – a mais frequente), mas também podem resultar de traumatismos ou de doenças/situações com perturbação do equilíbrio metabólico do cristalino, como a diabetes mellitus, surgindo nesses casos, mais precocemente. A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável. No entanto, não existe tratamento clínico, sendo este sempre cirúrgico. A realização da cirurgia depende do impacto que a opacificação do cristalino tem no dia-a-dia e na qualidade de vida de cada doente. Atualmente, a técnica cirúrgica mais utilizada para o tratamento da catarata consiste na remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração, um processo chamado de facoemulsificação com implante de lente intraocular (LIO). Este procedimento tem a vantagem de exigir incisões mais pequenas, sem necessidade de suturas. No entanto, como com qualquer outra intervenção cirúrgica, pode haver algumas complicações pós-cirúrgicas, sendo o edema macular (EM) uma das mais frequentes. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de patologia macular entre doentes diabéticos e não diabéticos portadores de catarata, submetidos à técnica cirúrgica de facoemulsificação com implante de LIO, através da tomografia de coerência ótica (OCT, optical coherence tomography). Para tal, foi estudada uma amostra de 22 indivíduos (44 olhos), divididos em dois grupos (diabéticos e não diabéticos), cada um constituído por 11 doentes, acompanhados na Clínica Oftalmológica das Antas - Porto. Através do OCT, observaram-se as máculas antes da cirurgia e dois meses após a mesma, no sentido de se encontrar patologia macular e verificar se a incidência desta era maior no grupo de doentes diabéticos. Além dos exames de OCT de cada um dos doentes, foi consultado o processo clínico para recolha dos dados médicos e demográficos da amostra. Os resultados obtidos permitem concluir que os objetivos deste estudo foram atingidos de forma satisfatória, apesar de não ser conclusiva a hipótese geral da investigação: “normalmente, os doentes diabéticos apresentam mais vezes edema macular pós-cirúrgico do que os não diabéticos.” Concluímos que no nosso estudo, de um modo geral, o valor médio da espessura central da retina entre o grupo dos doentes não diabéticos e o dos diabéticos não apresentou diferenças estatisticamente significativas, embora a espessura média no grupo dos não diabéticos seja ligeiramente superior. Um outro ponto de interesse do estudo foi a análise das diferenças da espessura da mácula em doentes < 65 anos e = 65 anos, antes e depois da cirurgia. Relativamente à interação entre idade dos participantes e cirurgia, foram encontrados resultados estatisticamente significativos nas áreas 3 e 5, no OD. Assim, os doentes com idade inferior a 65 anos obtiveram uma variação média positiva mais acentuada de espessura da mácula, em A3 e A5, que os doentes com 65 ou mais anos. O que significa que, ao introduzir o elemento cirurgia (antes/depois) e ao colocá-lo no modelo, concluiu-se que o aumento da espessura macular foi superior nos doentes com menos de 65 anos e que o mesmo é dependente da interação entre faixa etária e cirurgia.

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