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Testosterona: possível efeito protetor contra eventos cardiovasculares nos homens

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Durante muitos anos, a maior incidência e mortalidade das doenças cardiovasculares (CV) no sexo masculino em relação ao feminino foi sempre associada a uma maior concentração da hormona testosterona nos homens. O pensamento dominante era de que a testosterona teria efeitos sistémicos negativos, que aumentavam o risco CV, pelo que a sua maior concentração nos homens seria um dos principais fatores que explicavam o maior impacto das doenças CV no sexo masculino. No entanto, um número cada vez maior de evidências sugere que níveis plasmáticos baixos de testosterona, em vez de elevados, estarão relacionados com um maior risco CV nos homens. Alguns estudos apontam para uma associação entre níveis baixos de testosterona e a Síndrome Metabólica (SMet), enquanto outros estabeleceram uma relação inversa entre o nível de testosterona nos homens e a frequência e gravidade de síndromes coronários agudos e acidente vascular cerebral (AVC). O objetivo deste estudo consistiu em fazer uma extensa revisão da bibliografia disponível sobre a relação entre baixos níveis plasmáticos de testosterona em homens e o aumento do risco CV, para determinar se existe fundamento na hipótese da hormona ser um fator de proteção do sistema CV. Para este estudo, foram utilizadas pesquisas na internet e nas bases de dados da PUBMED. Inicialmente foram selecionados 68 artigos usando o termo de pesquisa “Testosterone” e cada um dos seguintes: “Cardiovascular”, “Coronary Artery Disease”; “Stroke” e “Metabolic”. Dos 68 artigos, 63 foram selecionados para análise. Os restantes artigos foram excluídos por não conterem informação relevante para o presente estudo. A grande maioria dos estudos sugere um efeito protetor da hormona na saúde CV dos homens. Alguns estudos demonstraram uma associação epidemiológica entre níveis plasmáticos baixos de testosterona e maior risco de doenças CV, nomeadamente síndromes coronários agudos e AVC. Os mecanismos propostos para o efeito protetor da hormona no sistema CV consistem principalmente na promoção da vasodilatação, prevenção da aterosclerose e no atraso do desenvolvimento de SMet. A informação disponível atualmente sugere um efeito protetor da hormona contra eventos CV nos homens. No entanto, mais estudos são necessários para determinar se baixos níveis de testosterona constituem um fator de risco CV independente, ou se aumentam o risco CV de uma forma indireta. Por outro lado, são também necessários estudos para determinar o papel que a Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) poderá ter na prevenção de eventos CV nos homens com hipogonadismo. Por fim, a confirmação de que a testosterona tem um efeito protetor no sistema CV dos homens não implica que a falta da hormona seja o único fator responsável pelo maior impacto das doenças CV no sexo masculino. O mais provável é que a maior incidência e mortalidade dos eventos CV nos homens se deva a uma conjugação de fatores biológicos, comportamentais e psicossociais.
Autores principais:Monteiro, Manuel António
Assunto:Acidente Vascular Cerebral Aterosclerose Cardiovascular Doença Arterial Coronária Endocrinologia Síndrome Metabólica Testosterona Vasodilatação
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade da Beira Interior
Idioma:português
Origem:uBibliorum
Descrição
Resumo:Durante muitos anos, a maior incidência e mortalidade das doenças cardiovasculares (CV) no sexo masculino em relação ao feminino foi sempre associada a uma maior concentração da hormona testosterona nos homens. O pensamento dominante era de que a testosterona teria efeitos sistémicos negativos, que aumentavam o risco CV, pelo que a sua maior concentração nos homens seria um dos principais fatores que explicavam o maior impacto das doenças CV no sexo masculino. No entanto, um número cada vez maior de evidências sugere que níveis plasmáticos baixos de testosterona, em vez de elevados, estarão relacionados com um maior risco CV nos homens. Alguns estudos apontam para uma associação entre níveis baixos de testosterona e a Síndrome Metabólica (SMet), enquanto outros estabeleceram uma relação inversa entre o nível de testosterona nos homens e a frequência e gravidade de síndromes coronários agudos e acidente vascular cerebral (AVC). O objetivo deste estudo consistiu em fazer uma extensa revisão da bibliografia disponível sobre a relação entre baixos níveis plasmáticos de testosterona em homens e o aumento do risco CV, para determinar se existe fundamento na hipótese da hormona ser um fator de proteção do sistema CV. Para este estudo, foram utilizadas pesquisas na internet e nas bases de dados da PUBMED. Inicialmente foram selecionados 68 artigos usando o termo de pesquisa “Testosterone” e cada um dos seguintes: “Cardiovascular”, “Coronary Artery Disease”; “Stroke” e “Metabolic”. Dos 68 artigos, 63 foram selecionados para análise. Os restantes artigos foram excluídos por não conterem informação relevante para o presente estudo. A grande maioria dos estudos sugere um efeito protetor da hormona na saúde CV dos homens. Alguns estudos demonstraram uma associação epidemiológica entre níveis plasmáticos baixos de testosterona e maior risco de doenças CV, nomeadamente síndromes coronários agudos e AVC. Os mecanismos propostos para o efeito protetor da hormona no sistema CV consistem principalmente na promoção da vasodilatação, prevenção da aterosclerose e no atraso do desenvolvimento de SMet. A informação disponível atualmente sugere um efeito protetor da hormona contra eventos CV nos homens. No entanto, mais estudos são necessários para determinar se baixos níveis de testosterona constituem um fator de risco CV independente, ou se aumentam o risco CV de uma forma indireta. Por outro lado, são também necessários estudos para determinar o papel que a Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) poderá ter na prevenção de eventos CV nos homens com hipogonadismo. Por fim, a confirmação de que a testosterona tem um efeito protetor no sistema CV dos homens não implica que a falta da hormona seja o único fator responsável pelo maior impacto das doenças CV no sexo masculino. O mais provável é que a maior incidência e mortalidade dos eventos CV nos homens se deva a uma conjugação de fatores biológicos, comportamentais e psicossociais.

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