Publication
Liberdade, liberdade: da ditadura brasileira ao 25 de Abril
| Summary: | A primeira encenação de Liberdade, liberdade (1965), realizada pelo Grupo Opinião do Rio de Janeiro em coprodução com o Teatro de Arena de São Paulo, destacou-se pela inovação formal e pelo conteúdo crítico dirigido contra a ditadura militar brasileira, iniciada em 1964. Estruturada a partir da colagem de poemas, textos teatrais, excertos históricos e canções, a peça articulava engajamento político em diálogo direto com o público, o que lhe garantiu forte adesão e possibilitou uma digressão de dois anos, até ser definitivamente censurada em 1967. Em 1974, Raul Solnado e Luís de Lima adaptaram a obra para o Teatro Villaret, em Lisboa, nos primeiros meses do processo revolucionário desencadeado pelo 25 de Abril. A dramaturgia foi reescrita por Lima, Luiz Francisco Rebello e Hélder Costa, com a incorporação de músicas de José Mário Branco e Fausto e a participação de Maria do Céu Guerra e João Perry no elenco. Embora concebida para realizar uma digressão semelhante à brasileira, a versão portuguesa teve curta temporada. A comparação entre as duas experiências procura compreender como distintos contextos históricos, um de repressão e outro de abertura política, orientaram as dramaturgias e encenações, evidenciando diferenças estéticas e ideológicas que permitem refletir sobre as relações entre experimentalismo artístico e engajamento político no teatro. |
|---|---|
| Main Authors: | Rodrigues, Gabriella |
| Subject: | Dossiê temático |
| Year: | 2026 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em colaboração com a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT). |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Revista Sinais de Cena |
| Summary: | A primeira encenação de Liberdade, liberdade (1965), realizada pelo Grupo Opinião do Rio de Janeiro em coprodução com o Teatro de Arena de São Paulo, destacou-se pela inovação formal e pelo conteúdo crítico dirigido contra a ditadura militar brasileira, iniciada em 1964. Estruturada a partir da colagem de poemas, textos teatrais, excertos históricos e canções, a peça articulava engajamento político em diálogo direto com o público, o que lhe garantiu forte adesão e possibilitou uma digressão de dois anos, até ser definitivamente censurada em 1967. Em 1974, Raul Solnado e Luís de Lima adaptaram a obra para o Teatro Villaret, em Lisboa, nos primeiros meses do processo revolucionário desencadeado pelo 25 de Abril. A dramaturgia foi reescrita por Lima, Luiz Francisco Rebello e Hélder Costa, com a incorporação de músicas de José Mário Branco e Fausto e a participação de Maria do Céu Guerra e João Perry no elenco. Embora concebida para realizar uma digressão semelhante à brasileira, a versão portuguesa teve curta temporada. A comparação entre as duas experiências procura compreender como distintos contextos históricos, um de repressão e outro de abertura política, orientaram as dramaturgias e encenações, evidenciando diferenças estéticas e ideológicas que permitem refletir sobre as relações entre experimentalismo artístico e engajamento político no teatro. |
|---|
Funded activities
No funded projects found.