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A vivência do corpo de estudantes universitários portugueses durante a pandemia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Examinar a vivência do corpo durante a pandemia da covid-19, relativamente a diferenças de género e à relação com a idade e ano de estudos em estudantes universitários, e analisar a associação entre a vivência do corpo e a experiência da pandemia. Duzentos e oitenta estudantes universitários, dos 18 aos 29 anos, preencheram instrumentos de autorrelato sobre a vivência do corpo (IMC, insatisfação com a imagem corporal e consciência interocetiva) e a experiência da pandemia (preocupações e impacto). O género feminino apresentou níveis mais elevados nalgumas dimensões da consciência interocetiva e na insatisfação com a imagem corporal. A experiência da pandemia associou-se a maior consciência das sensações corporais (incluindo a sua relação com emoções). Menos preocupações com a covid-19 associaram-se a menor preocupação com as sensações somáticas e o maior impacto da pandemia associou-se a mais dificuldade na regulação da atenção às sensações corporais, menos confiança no corpo e maior insatisfação com a imagem corporal. A experiência da pandemia da covid-19 e a vivência do corpo mostraram relacionar-se de modo complexo, possivelmente com efeitos ao nível da saúde física e mental dos estudantes universitários.
Autores principais:Pinto,Sara
Outros Autores:Veiga,Guida; Carapeto,Maria João
Assunto:Consciência interocetiva Insatisfação com a imagem corporal Covid-19 Saúde Jovens adultos
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Examinar a vivência do corpo durante a pandemia da covid-19, relativamente a diferenças de género e à relação com a idade e ano de estudos em estudantes universitários, e analisar a associação entre a vivência do corpo e a experiência da pandemia. Duzentos e oitenta estudantes universitários, dos 18 aos 29 anos, preencheram instrumentos de autorrelato sobre a vivência do corpo (IMC, insatisfação com a imagem corporal e consciência interocetiva) e a experiência da pandemia (preocupações e impacto). O género feminino apresentou níveis mais elevados nalgumas dimensões da consciência interocetiva e na insatisfação com a imagem corporal. A experiência da pandemia associou-se a maior consciência das sensações corporais (incluindo a sua relação com emoções). Menos preocupações com a covid-19 associaram-se a menor preocupação com as sensações somáticas e o maior impacto da pandemia associou-se a mais dificuldade na regulação da atenção às sensações corporais, menos confiança no corpo e maior insatisfação com a imagem corporal. A experiência da pandemia da covid-19 e a vivência do corpo mostraram relacionar-se de modo complexo, possivelmente com efeitos ao nível da saúde física e mental dos estudantes universitários.

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