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Burnout em médicos e enfermeiros: estudo quantitativo e multicêntrico em unidades de cuidados paliativos em Portugal

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Summary:Enquadramento: O contacto sistemático com a morte é considerado fator de risco de burnout na saúde, particularmente para os médicos e enfermeiros que desenvolvem a sua atividade profissional em cuidados paliativos. Objetivos: Estudar a síndrome de burnout nestes profissionais, em Portugal. Metodologia: Estudo multicêntrico, de cariz quantitativo com aplicação de um questionário. Resultados: De um total de 142 profissionais, 88 devolveram o questionário devidamente preenchido; destes, somente 3% se encontravam em burnout e 13% em alto risco de desenvolver esta síndrome. Professar alguma religião (p=0,005) e possuir formação pós-graduada em cuidados paliativos (p=0,011) estavam significativa e inversamente associados ao burnout. A existência de conflitos com outros profissionais (p=0,012) estava significativamente associada com o desenvolvimento desta síndrome. Conclusão: Embora a percentagem de profissionais com altos níveis de burnout em cuidados paliativos seja baixa, há fatores de risco que podem ser otimizados de modo a promover um maior bem-estar dos próprios profissionais.
Main Authors:Pereira,Sandra Martins
Other Authors:Teixeira,Carla Margarida; Ribeiro,Orquídea; Hernández-Marrero,Pablo; Fonseca,António M.; Carvalho,Ana Sofia
Subject:burnout cuidados paliativos médicos enfermeiros estudo multicêntrico
Year:2014
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:Enquadramento: O contacto sistemático com a morte é considerado fator de risco de burnout na saúde, particularmente para os médicos e enfermeiros que desenvolvem a sua atividade profissional em cuidados paliativos. Objetivos: Estudar a síndrome de burnout nestes profissionais, em Portugal. Metodologia: Estudo multicêntrico, de cariz quantitativo com aplicação de um questionário. Resultados: De um total de 142 profissionais, 88 devolveram o questionário devidamente preenchido; destes, somente 3% se encontravam em burnout e 13% em alto risco de desenvolver esta síndrome. Professar alguma religião (p=0,005) e possuir formação pós-graduada em cuidados paliativos (p=0,011) estavam significativa e inversamente associados ao burnout. A existência de conflitos com outros profissionais (p=0,012) estava significativamente associada com o desenvolvimento desta síndrome. Conclusão: Embora a percentagem de profissionais com altos níveis de burnout em cuidados paliativos seja baixa, há fatores de risco que podem ser otimizados de modo a promover um maior bem-estar dos próprios profissionais.

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