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Atitudes e práticas dos médicos de família do ACeS de Matosinhos face à obesidade

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Summary:Objetivos: Caracterizar as atitudes e práticas dos médicos de família do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) de Matosinhos relativamente à obesidade e aos pacientes obesos. Tipo de estudo: Transversal. Local: ACeS de Matosinhos, Portugal. População: Médicos especialistas e internos de formação específica de medicina geral e familiar (MGF) do ACeS de Matosinhos Métodos: Foi utilizada uma amostra de conveniência constituída por todos os médicos presentes na reunião semanal da respetiva unidade funcional. Como instrumento de recolha de dados foi desenvolvido um questionário de autopreenchimento, onde se incluíram seis dimensões avaliadas: «autoeficácia e competência técnica», «carências formativas», «convicções», «responsabilidade autopercecionada», «barreiras» e «limitações». Na análise de dados procedeu-se ao estudo de validade e fiabilidade das dimensões, bem como da construção de variáveis observadas para as mesmas, a partir da sua média (M), enquadrando-as numa escala de Likert (1-5). Para medir as diferenças entre os grupos foram utilizadas estatísticas não-paramétricas. Resultados: Dos 104 participantes, a maioria (71%) não realizou formação pós-graduada na área da nutrição/alimentação. Porém, reconhecem a necessidade de aprofundar conhecimentos na área da nutrição/alimentação, com uma média de 3,96 na dimensão das carências formativas percecionadas. Os médicos inquiridos demonstraram um elevado nível de convicção (M=4,33) acerca da importância do seu papel no tratamento da obesidade, reconhecendo firmemente a sua responsabilidade (M=4,27) no tratamento desta patologia, com perceção de autoeficácia e competência técnica na área (M=3,58). Quanto às limitações e barreiras sentidas, os resultados sugerem que estes profissionais reconhecem algumas limitações e barreiras no tratamento da obesidade (M=3,29 e M=2,60, respetivamente). Conclusões: Os médicos de família demonstram atitudes e práticas globalmente positivas face à obesidade e aos pacientes obesos. Estes profissionais estão convictos acerca da importância do seu papel na gestão/tratamento da obesidade, sentem-se responsáveis pelo tratamento desta patologia e reconhecem a sua necessidade formativa na área da nutrição/alimentação
Main Authors:Neves,Ângela
Subject:Obesidade Médicos de família Atitudes Práticas
Year:2017
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:Objetivos: Caracterizar as atitudes e práticas dos médicos de família do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) de Matosinhos relativamente à obesidade e aos pacientes obesos. Tipo de estudo: Transversal. Local: ACeS de Matosinhos, Portugal. População: Médicos especialistas e internos de formação específica de medicina geral e familiar (MGF) do ACeS de Matosinhos Métodos: Foi utilizada uma amostra de conveniência constituída por todos os médicos presentes na reunião semanal da respetiva unidade funcional. Como instrumento de recolha de dados foi desenvolvido um questionário de autopreenchimento, onde se incluíram seis dimensões avaliadas: «autoeficácia e competência técnica», «carências formativas», «convicções», «responsabilidade autopercecionada», «barreiras» e «limitações». Na análise de dados procedeu-se ao estudo de validade e fiabilidade das dimensões, bem como da construção de variáveis observadas para as mesmas, a partir da sua média (M), enquadrando-as numa escala de Likert (1-5). Para medir as diferenças entre os grupos foram utilizadas estatísticas não-paramétricas. Resultados: Dos 104 participantes, a maioria (71%) não realizou formação pós-graduada na área da nutrição/alimentação. Porém, reconhecem a necessidade de aprofundar conhecimentos na área da nutrição/alimentação, com uma média de 3,96 na dimensão das carências formativas percecionadas. Os médicos inquiridos demonstraram um elevado nível de convicção (M=4,33) acerca da importância do seu papel no tratamento da obesidade, reconhecendo firmemente a sua responsabilidade (M=4,27) no tratamento desta patologia, com perceção de autoeficácia e competência técnica na área (M=3,58). Quanto às limitações e barreiras sentidas, os resultados sugerem que estes profissionais reconhecem algumas limitações e barreiras no tratamento da obesidade (M=3,29 e M=2,60, respetivamente). Conclusões: Os médicos de família demonstram atitudes e práticas globalmente positivas face à obesidade e aos pacientes obesos. Estes profissionais estão convictos acerca da importância do seu papel na gestão/tratamento da obesidade, sentem-se responsáveis pelo tratamento desta patologia e reconhecem a sua necessidade formativa na área da nutrição/alimentação

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