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Esquizofrenia: perspectivas actuais de reabilitação psicossocial

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Resumo:Neste artigo de revisão definem-se conceitos, incluindo o de cronicidade, e descrevem-se modelos de enquadramento para a reabilitação psicossocial (RPS) na esquizofrenia. Desenvolvem-se as populações-alvo e as suas necessidades. Coloca-se a ênfase no processo terapêutico-reabilitativo individualizado, com as fases de diagnóstico, planeamento e intervenção. Descreve-se a equipa de prestação de cuidados, com a inclusão de figuras como as do key-worker e case-manager. Os programas de treino de competências e fornecimento de suportes são enumerados e comentados, designadamente os vocacionais, de formação e colocação profissional, residenciais e psico-educativos, numa perspectiva de continuidade de cuidados. Consideram-se os obstáculos à implementação da RPS. A garantia de qualidade com monitorização e avaliação da estrutura, processo e resultados é focada. Finalmente, traçam-se linhas mestras do futuro da RPS na esquizofrenia, a primeira compreendendo os modelos e as classificações, a segunda a interface entre cérebro e comportamento e a terceira o impacto económico da doença. Conclui-se com a importância da combinação de tratamento psicofarmacológico com a abordagem psicossocial para a recuperação na esquizofrenia.
Autores principais:Santos,Maria João Heitor dos
Assunto:Reabilitação psicossocial esquizofrenia processo terapêutico-reabilitativo
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Neste artigo de revisão definem-se conceitos, incluindo o de cronicidade, e descrevem-se modelos de enquadramento para a reabilitação psicossocial (RPS) na esquizofrenia. Desenvolvem-se as populações-alvo e as suas necessidades. Coloca-se a ênfase no processo terapêutico-reabilitativo individualizado, com as fases de diagnóstico, planeamento e intervenção. Descreve-se a equipa de prestação de cuidados, com a inclusão de figuras como as do key-worker e case-manager. Os programas de treino de competências e fornecimento de suportes são enumerados e comentados, designadamente os vocacionais, de formação e colocação profissional, residenciais e psico-educativos, numa perspectiva de continuidade de cuidados. Consideram-se os obstáculos à implementação da RPS. A garantia de qualidade com monitorização e avaliação da estrutura, processo e resultados é focada. Finalmente, traçam-se linhas mestras do futuro da RPS na esquizofrenia, a primeira compreendendo os modelos e as classificações, a segunda a interface entre cérebro e comportamento e a terceira o impacto económico da doença. Conclui-se com a importância da combinação de tratamento psicofarmacológico com a abordagem psicossocial para a recuperação na esquizofrenia.

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