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Silvicultura de Povoamentos Mistos de Quercus pyrenaica e Quercus rotundifolia: O Caso da Tapada da Nogueira

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Summary:Com base nas parcelas do Inventário Florestal da Tapada da Nogueira, no concelho de Mogadouro, para elaboração do seu Plano de Gestão Florestal, procedeu-se à análise de povoamentos mistos de Quercus pyrenaica e Q. rotundifolia, as duas espécies mais abundantes nesta área e que aí constituem povoamentos de proporções relativas variadas. Os resultados das medições efetuadas apontam para uma predominância de pequenas dimensões de diâmetros (tanto no carvalho como na azinheira), sendo a classe de 10cm de diâmetro à altura do peito (Dap) a mais frequente. São muito raros, sobretudo no carvalho negral, indivíduos com um Dap superior à classe de 20cm, pelo que a área basal do povoamento se apresenta baixa quando comparada com valores de referência da ordem dos 20m²/ha apontados por CARVALHO (2005). Modelos flexíveis de organização do espaço, em que a unidade poderá ser um indivíduo, um bosquete, ou um povoamento de maior dimensão, permitem que se possa prever uma multiplicidade de combinações interessantes na composição e no regime. A estes modelos de silvicultura pensados para a produção de madeira de carvalho podem associar-se outros usos de produção não lenhosa, como por exemplo a da caça aos veados, neste caso possibilitada pelo espaço murado da Tapada.
Main Authors:Rego,Francisco Castro
Other Authors:Monteiro,Maria do Loreto; Geraldes,Altino; Mesquita,Jorge
Subject:Povoamentos mistos modelos de silvicultura Q. pyrenaica Q. rotundifolia
Year:2011
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Language:Portuguese
Origin:SciELO Portugal
Description
Summary:Com base nas parcelas do Inventário Florestal da Tapada da Nogueira, no concelho de Mogadouro, para elaboração do seu Plano de Gestão Florestal, procedeu-se à análise de povoamentos mistos de Quercus pyrenaica e Q. rotundifolia, as duas espécies mais abundantes nesta área e que aí constituem povoamentos de proporções relativas variadas. Os resultados das medições efetuadas apontam para uma predominância de pequenas dimensões de diâmetros (tanto no carvalho como na azinheira), sendo a classe de 10cm de diâmetro à altura do peito (Dap) a mais frequente. São muito raros, sobretudo no carvalho negral, indivíduos com um Dap superior à classe de 20cm, pelo que a área basal do povoamento se apresenta baixa quando comparada com valores de referência da ordem dos 20m²/ha apontados por CARVALHO (2005). Modelos flexíveis de organização do espaço, em que a unidade poderá ser um indivíduo, um bosquete, ou um povoamento de maior dimensão, permitem que se possa prever uma multiplicidade de combinações interessantes na composição e no regime. A estes modelos de silvicultura pensados para a produção de madeira de carvalho podem associar-se outros usos de produção não lenhosa, como por exemplo a da caça aos veados, neste caso possibilitada pelo espaço murado da Tapada.

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