Publicação
Cancro do cólon e do recto: taxa de cobertura do rastreio e factores associados
| Resumo: | Objectivos: Determinar a taxa de cobertura do rastreio de cancro do cólon e do recto (CCR), segundo o Plano Oncológico Nacional, e analisar factores socio-demográficos associados à sua realização. Tipo de estudo: Observacional, analítico e transversal. Local: Unidade de Saúde Familiar (USF) Horizonte e Centro de Saúde (CS) de Vila do Conde/Modivas. População: Utentes inscritos nos USF Horizonte e CS de Vila do Conde/Modivas, com médico de família e idade compreendida entre 50 e 74 anos, no ano de 2006. Métodos: Amostra aleatória de 504 indivíduos. Colheita de informação por processo documental, relativa a idade, sexo, escolaridade, número de doenças crónicas e realização do rastreio. Utilizaram-se os testes qui-quadrado, t de Student e regressão logística binária (nível de significância de 0,05). Resultados: Amostra com idade média de 60 anos e 57,3% de mulheres. Obteve-se uma taxa de cobertura do rastreio de 24,6%. Apenas foi encontrada relação estatisticamente significativa entre o número de doenças crónicas e a realização do rastreio, sendo que com um aumento do número de doenças crónicas se verifica mais frequentemente a realização do rastreio. O aumento da idade também se relacionou com uma maior realização do rastreio; porém, quando ajustada para as outras variáveis, esta relação perdeu relevância estatística. Conclusões: A taxa de cobertura encontrada é concordante com valores revelados em estudos de outros países. No entanto, o sexo, a idade e a escolaridade não se relacionaram com diferenças na realização do rastreio. Quanto ao número de doenças crónicas, dever-se-á ter em conta que talvez o seu aumento leve a um maior número de consultas o que pode originar mais oportunidades de rastreio. A baixa taxa de cobertura do rastreio de CCR deverá ser estudada para determinar outras variáveis passíveis de influenciar a sua realização. |
|---|---|
| Autores principais: | Santo,Maria Espírito |
| Outros Autores: | Ribeiro,Elisa; Colaço,Tânia; Gomes,Teresa |
| Assunto: | Cancro do Cólon e do Recto Rastreio |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | Objectivos: Determinar a taxa de cobertura do rastreio de cancro do cólon e do recto (CCR), segundo o Plano Oncológico Nacional, e analisar factores socio-demográficos associados à sua realização. Tipo de estudo: Observacional, analítico e transversal. Local: Unidade de Saúde Familiar (USF) Horizonte e Centro de Saúde (CS) de Vila do Conde/Modivas. População: Utentes inscritos nos USF Horizonte e CS de Vila do Conde/Modivas, com médico de família e idade compreendida entre 50 e 74 anos, no ano de 2006. Métodos: Amostra aleatória de 504 indivíduos. Colheita de informação por processo documental, relativa a idade, sexo, escolaridade, número de doenças crónicas e realização do rastreio. Utilizaram-se os testes qui-quadrado, t de Student e regressão logística binária (nível de significância de 0,05). Resultados: Amostra com idade média de 60 anos e 57,3% de mulheres. Obteve-se uma taxa de cobertura do rastreio de 24,6%. Apenas foi encontrada relação estatisticamente significativa entre o número de doenças crónicas e a realização do rastreio, sendo que com um aumento do número de doenças crónicas se verifica mais frequentemente a realização do rastreio. O aumento da idade também se relacionou com uma maior realização do rastreio; porém, quando ajustada para as outras variáveis, esta relação perdeu relevância estatística. Conclusões: A taxa de cobertura encontrada é concordante com valores revelados em estudos de outros países. No entanto, o sexo, a idade e a escolaridade não se relacionaram com diferenças na realização do rastreio. Quanto ao número de doenças crónicas, dever-se-á ter em conta que talvez o seu aumento leve a um maior número de consultas o que pode originar mais oportunidades de rastreio. A baixa taxa de cobertura do rastreio de CCR deverá ser estudada para determinar outras variáveis passíveis de influenciar a sua realização. |
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