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A propósito do romance tradicional «NauCatrineta»: peregrinações no tempo e no espaço

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Detalhes bibliográficos
Resumo:«Nau Catrineta» é um dos poucos romances marítimos presentesna tradição oral moderna portuguesa. Contudo, a sua popularidade entre nósé inquestionável. Parece por isso natural que no século XIX Almeida Garretttenha assumido como certa a sua origem portuguesa e que desde então estaposição não tenha praticamente sido revista: instalava-se então a leitura na-cionalista no debate em torno das origens da «Nau Catrineta», definitivamenteimplantada pela inclusão da versão de Almeida Garrett nos manuais escolaresiniciada durante o regime do Estado Novo e com ecos no presente.Contudo, a aplicação de uma metodologia diacrónica e de geografia folclóricanum estudo como o que tenho vindo a dedicar a este romance permite-nos des-mistificar esta leitura cristalizada do mesmo. A presente comunicação pretendeapresentar algumas conclusões que apontam para a necessidade de contrariar aideia romântica associada a este romance (que tem vindo a ser acarinhado comoexpressão poética do Portugal marítimo e marinheiro do século XVI), que nãopassará, deste modo, de uma eficaz e bela construção romântica. No recurso àcomparação com a balada europeia e com outros modelos poéticos tradicionaisassenta a argumentação aqui proposta.
Autores principais:Boto, Sandra
Assunto:Romanceiro Balada Nacionalismo romântico Geografia folclórica Viagem
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Algarve
Idioma:português
Origem:Sapientia - Universidade do Algarve
Descrição
Resumo:«Nau Catrineta» é um dos poucos romances marítimos presentesna tradição oral moderna portuguesa. Contudo, a sua popularidade entre nósé inquestionável. Parece por isso natural que no século XIX Almeida Garretttenha assumido como certa a sua origem portuguesa e que desde então estaposição não tenha praticamente sido revista: instalava-se então a leitura na-cionalista no debate em torno das origens da «Nau Catrineta», definitivamenteimplantada pela inclusão da versão de Almeida Garrett nos manuais escolaresiniciada durante o regime do Estado Novo e com ecos no presente.Contudo, a aplicação de uma metodologia diacrónica e de geografia folclóricanum estudo como o que tenho vindo a dedicar a este romance permite-nos des-mistificar esta leitura cristalizada do mesmo. A presente comunicação pretendeapresentar algumas conclusões que apontam para a necessidade de contrariar aideia romântica associada a este romance (que tem vindo a ser acarinhado comoexpressão poética do Portugal marítimo e marinheiro do século XVI), que nãopassará, deste modo, de uma eficaz e bela construção romântica. No recurso àcomparação com a balada europeia e com outros modelos poéticos tradicionaisassenta a argumentação aqui proposta.

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