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Abichanar o fado? Relatório acompanhando o processo de realização de um documentário sobre a banda Fado Bicha

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este relatório acompanha o processo de realização de um documentário sobre a banda Fado Bicha. Género musical consagrado património imaterial da humanidade em 2011, o fado, a mitologia e as representações que lhe são associadas, ocupam um lugar fulcral na construção da identidade nacional e na simbologia popular da cultura portuguesa. Essa mitologia tem no seu centro as figuras da/do fadista que se tornaram ao longo dos séculos XIX e XX, ícones incontornáveis do imaginário coletivo, alvo tanto de fascínio e celebração, como de rejeições, subversões e múltiplas polémicas. O recente surgimento arco-íris do duo Fado Bicha, formado por João Caçador e Lila Tiago, que reivindica uma livre associação do fado ao activismo LGBTQI, constitui uma das mais recentes e originais expressões desse duplo movimento de celebração e subversão, trazendo para a antropologia uma série de questões ainda pouco analisadas. Ao colocar em paralelo uma descrição das performances, dos discursos de Lila e João e dos seus percursos de vida com um questionamento mais abrangente sobre o fado e o conceito de “autenticidade” a ele associado, o relatório interroga as relações complexas e contraditórias do imaginário do fado com as representações da sexualidade e do género e a permanente resistência, ao longo da história, de identidades queer neste imaginário; como se propõe também questionar a abordagem cinematográfica como instrumento de investigação antropológica.
Autores principais:Lemahieu, Justine
Assunto:Fado Performance Militância LGBTQI Género Sexualidade LGBTQI Militancy Gender Sexuality
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este relatório acompanha o processo de realização de um documentário sobre a banda Fado Bicha. Género musical consagrado património imaterial da humanidade em 2011, o fado, a mitologia e as representações que lhe são associadas, ocupam um lugar fulcral na construção da identidade nacional e na simbologia popular da cultura portuguesa. Essa mitologia tem no seu centro as figuras da/do fadista que se tornaram ao longo dos séculos XIX e XX, ícones incontornáveis do imaginário coletivo, alvo tanto de fascínio e celebração, como de rejeições, subversões e múltiplas polémicas. O recente surgimento arco-íris do duo Fado Bicha, formado por João Caçador e Lila Tiago, que reivindica uma livre associação do fado ao activismo LGBTQI, constitui uma das mais recentes e originais expressões desse duplo movimento de celebração e subversão, trazendo para a antropologia uma série de questões ainda pouco analisadas. Ao colocar em paralelo uma descrição das performances, dos discursos de Lila e João e dos seus percursos de vida com um questionamento mais abrangente sobre o fado e o conceito de “autenticidade” a ele associado, o relatório interroga as relações complexas e contraditórias do imaginário do fado com as representações da sexualidade e do género e a permanente resistência, ao longo da história, de identidades queer neste imaginário; como se propõe também questionar a abordagem cinematográfica como instrumento de investigação antropológica.

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