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Peregrinar em Roma na transição do mundo medieval para a primeira modernidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A 21 de Maio de 1510, um anónimo fidalgo parte da cidade portuguesa de Chaves em direcção a Roma, para só regressar ao reino de origem em Setembro de 1517. Com base nessa jornada pela península itálica redige, posteriormente, uma ampla relação que tem por único destinatário D. Jaime (1479-1532), 4º duque de Bragança, de quem é criado e ao serviço do qual muito provavelmente se dirigiu à capital do mundo cristão. É nossa intenção explorar nas páginas que se seguem o “olhar” deste viajante flaviense em relação à dimensão espiritual da mirabili urbe, em particular na forma de primeira rota peregrinativa no quadro da Cristandade europeia. Pretendemos igualmente explorar a sua plausível faceta de agente-peregrino, ou seja, alguém que se dirige à Cidade Santa com uma missão de agente de diplomacia paralela, mas que não desperdiça a ocasião para, como todos os sinceros cristãos no fundo desejavam e aspiravam, buscar os santuários e as relíquias locais que lhe permitiam obter graças e protecções celestes.
Autores principais:Lopes, Paulo Esmeraldo Catarino
Assunto:Portugal Roma Perigrinar Fidalgo de Chaves Modernidade Espiritualidade Peregrinação Baixa Idade Média Primeira Modernidade Viagem Diplomacia General Arts and Humanities SDG 4 - Quality Education
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A 21 de Maio de 1510, um anónimo fidalgo parte da cidade portuguesa de Chaves em direcção a Roma, para só regressar ao reino de origem em Setembro de 1517. Com base nessa jornada pela península itálica redige, posteriormente, uma ampla relação que tem por único destinatário D. Jaime (1479-1532), 4º duque de Bragança, de quem é criado e ao serviço do qual muito provavelmente se dirigiu à capital do mundo cristão. É nossa intenção explorar nas páginas que se seguem o “olhar” deste viajante flaviense em relação à dimensão espiritual da mirabili urbe, em particular na forma de primeira rota peregrinativa no quadro da Cristandade europeia. Pretendemos igualmente explorar a sua plausível faceta de agente-peregrino, ou seja, alguém que se dirige à Cidade Santa com uma missão de agente de diplomacia paralela, mas que não desperdiça a ocasião para, como todos os sinceros cristãos no fundo desejavam e aspiravam, buscar os santuários e as relíquias locais que lhe permitiam obter graças e protecções celestes.

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