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Protestos sociais em Marrocos

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Resumo:Esta dissertação debruça-­‐se sobre o impacto da chamada primavera árabe em Marrocos, onde por influência dos vários protestos sociais noutros países a parWr de dezembro de 2010, nomeadamente na Tunísia, Egito, Iémene, Líbia e Síria, se formou o Movimento 20 de Fevereiro (M20F), um movimento de jovens que pretende não ter líderes e que adota como slogan principal “liberdade, dignidade e jusWça social”. Desde a sua criação, que este movimento reclama uma maior democraWzação da sociedade e protesta contra o autoritarismo, a falta de transparência, a má governação e a corrupção, exigindo mais respeito pelos direitos humanos, apesar de se compor de várias tendências sobre estas questões, que por vezes entraram em conflito. Este movimento é visto do ponto de vista histórico em relação não apenas aos outros movimentos similares nos outros países árabes mas também a outros movimentos que o precederam desde a independência de Marrocos em 1956 até ao período imediato que antecedeu a sua criação, traçando uma genealogia do atual M20F, contrariando a ideia generalizada de uma certo adormecimento políWco e social reinante nos países árabes em todo o período contemporâneo que antecedeu a primavera árabe, assim como a ideia de que apenas os movimentos islamistas são os únicos capazes de dinamizar protestos sociais nestes contextos. O primeiro impacto do M20F ao nível insWtucional, foi a rápida resposta do rei de Marrocos prometendo uma reforma consWtucional com maiores garanWas ao nível da democraWzação. Tendo em conta que o acesso generalizado à Internet potenciou o funcionamento de estruturas em rede a nível global e regional, será analisada a importância dos blogues e novos média na renovação do espaço público e o impacto das redes sociais online na mobilização e organização dos movimentos sociais. Os recentes protestos sociais serão ainda sujeitos à análise através dos seus slogans e performances de rua, nomeadamente as manifestações, bem como as expressões armsWcas que lhe estão associadas.
Autores principais:Pereira, Hugo Miguel Maia da Silva
Assunto:Democracia Direitos humanos Marrocos Movimento 20 de Fevereiro
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Esta dissertação debruça-­‐se sobre o impacto da chamada primavera árabe em Marrocos, onde por influência dos vários protestos sociais noutros países a parWr de dezembro de 2010, nomeadamente na Tunísia, Egito, Iémene, Líbia e Síria, se formou o Movimento 20 de Fevereiro (M20F), um movimento de jovens que pretende não ter líderes e que adota como slogan principal “liberdade, dignidade e jusWça social”. Desde a sua criação, que este movimento reclama uma maior democraWzação da sociedade e protesta contra o autoritarismo, a falta de transparência, a má governação e a corrupção, exigindo mais respeito pelos direitos humanos, apesar de se compor de várias tendências sobre estas questões, que por vezes entraram em conflito. Este movimento é visto do ponto de vista histórico em relação não apenas aos outros movimentos similares nos outros países árabes mas também a outros movimentos que o precederam desde a independência de Marrocos em 1956 até ao período imediato que antecedeu a sua criação, traçando uma genealogia do atual M20F, contrariando a ideia generalizada de uma certo adormecimento políWco e social reinante nos países árabes em todo o período contemporâneo que antecedeu a primavera árabe, assim como a ideia de que apenas os movimentos islamistas são os únicos capazes de dinamizar protestos sociais nestes contextos. O primeiro impacto do M20F ao nível insWtucional, foi a rápida resposta do rei de Marrocos prometendo uma reforma consWtucional com maiores garanWas ao nível da democraWzação. Tendo em conta que o acesso generalizado à Internet potenciou o funcionamento de estruturas em rede a nível global e regional, será analisada a importância dos blogues e novos média na renovação do espaço público e o impacto das redes sociais online na mobilização e organização dos movimentos sociais. Os recentes protestos sociais serão ainda sujeitos à análise através dos seus slogans e performances de rua, nomeadamente as manifestações, bem como as expressões armsWcas que lhe estão associadas.

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