Publicação
Caracterização metabolómica e determinação da atividade antimicrobiana de extratos de tecidos da estrela-do-mar Marthasterias glacialis
| Resumo: | Os péptidos antimicrobianos, as asterosaponinas e outros metabolitos isolados da estrela-do-mar Marthasterias glacialis, apresentam um amplo espectro de bioatividades. Os péptidos antimicrobianos, que podem ser encontrados nos equinodermos, demonstraram atividades inibitórias contra diversas estirpes microbianas. Por outro lado, acredita-se que as asterosaponinas desempenham um papel protetor sobre as estrelas-do-mar, no entanto, as suas funções biológicas continuam a não estar bem estabelecidas e, pensa-se que possam ser elucidadas através de estudos sobre a sua localização, num dado organismo. Para caracterizar e inferir sobre a atividade antimicrobiana de compostos extraídos da M. glacialis, estrela-do-mar abundante na Costa Atlântica Portuguesa, foram analisados, por LC-MS/MS, metabolitos dos componentes do disco central (CDC) e das gónadas (femininas-GF e masculinas-GM). Foi verificado que os níveis de esteroides polares sulfatados nos extratos (metanólicos-M e aquosos-A) dos órgãos estudados são diferentes e, além das 79 asterosaponinas, foram detetados 10 compostos com atividade antimicrobiana e antibacteriana e 24 compostos com outras propriedades bioativas descritas. Através de LC-MS/MS foram detetados 433 compostos para A-GM; 432 para A-CDC; 430 para M-GM; 427 para M-GF e, por fim, 422 para a amostra A-GF. Foi feita a comparação da composição dos extratos dos diferentes órgãos com a atividade antimicrobiana obtida e deduziu-se que a variabilidade encontrada nos diferentes tecidos pode estar associada a funções biológicas específicas em M. glacialis. Após análise do rastreio de atividade antimicrobiana dos tecidos estudados, concluiu-se que todos inibem o crescimento de Escherichia coli. A concentração inibitória mínima foi de 2,5 μg/μL para o extrato aquoso e metanólico das gónadas masculinas; 4,0 μg/μL para o extrato metanólico das gónadas femininas e para o extrato aquoso dos componentes do disco central e 5,0 μg/μL para o extrato aquoso das gónadas femininas. Referente aos ensaios de concentração bactericida mínima, as amostras M-GM e A-GM apresentaram atividade bactericida aos 2,5 e 5,0 μg/μL, respetivamente. As restantes amostras, apresentaram atividade bacteriostática para as concentrações de 4,0 μg/μL M-GF e A-CDC e 5,0 μg/μL para A-GF. Deste modo, através da comparação das asterosaponinas face ao total de compostos identificados, dos compostos com propriedades bioativas descritas, dos compostos com propriedades antibacterianas e dos metabolitos presentes nos diferentes órgãos da M. glacialis acreditamos que estes compostos possam participar em diferentes funções biológicas e que isto possa dever-se às propriedades tóxicas, protetoras ou antimicrobianas destes compostos (Maier, 2008). |
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| Autores principais: | SILVA, Catarina Teixeira |
| Assunto: | Ciências biomédicas Biologia molecular Marthasterias glacialis, Estrela-do-mar Gónadas, Componentes do disco central Metabolómica Atividade antimicrobiana |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os péptidos antimicrobianos, as asterosaponinas e outros metabolitos isolados da estrela-do-mar Marthasterias glacialis, apresentam um amplo espectro de bioatividades. Os péptidos antimicrobianos, que podem ser encontrados nos equinodermos, demonstraram atividades inibitórias contra diversas estirpes microbianas. Por outro lado, acredita-se que as asterosaponinas desempenham um papel protetor sobre as estrelas-do-mar, no entanto, as suas funções biológicas continuam a não estar bem estabelecidas e, pensa-se que possam ser elucidadas através de estudos sobre a sua localização, num dado organismo. Para caracterizar e inferir sobre a atividade antimicrobiana de compostos extraídos da M. glacialis, estrela-do-mar abundante na Costa Atlântica Portuguesa, foram analisados, por LC-MS/MS, metabolitos dos componentes do disco central (CDC) e das gónadas (femininas-GF e masculinas-GM). Foi verificado que os níveis de esteroides polares sulfatados nos extratos (metanólicos-M e aquosos-A) dos órgãos estudados são diferentes e, além das 79 asterosaponinas, foram detetados 10 compostos com atividade antimicrobiana e antibacteriana e 24 compostos com outras propriedades bioativas descritas. Através de LC-MS/MS foram detetados 433 compostos para A-GM; 432 para A-CDC; 430 para M-GM; 427 para M-GF e, por fim, 422 para a amostra A-GF. Foi feita a comparação da composição dos extratos dos diferentes órgãos com a atividade antimicrobiana obtida e deduziu-se que a variabilidade encontrada nos diferentes tecidos pode estar associada a funções biológicas específicas em M. glacialis. Após análise do rastreio de atividade antimicrobiana dos tecidos estudados, concluiu-se que todos inibem o crescimento de Escherichia coli. A concentração inibitória mínima foi de 2,5 μg/μL para o extrato aquoso e metanólico das gónadas masculinas; 4,0 μg/μL para o extrato metanólico das gónadas femininas e para o extrato aquoso dos componentes do disco central e 5,0 μg/μL para o extrato aquoso das gónadas femininas. Referente aos ensaios de concentração bactericida mínima, as amostras M-GM e A-GM apresentaram atividade bactericida aos 2,5 e 5,0 μg/μL, respetivamente. As restantes amostras, apresentaram atividade bacteriostática para as concentrações de 4,0 μg/μL M-GF e A-CDC e 5,0 μg/μL para A-GF. Deste modo, através da comparação das asterosaponinas face ao total de compostos identificados, dos compostos com propriedades bioativas descritas, dos compostos com propriedades antibacterianas e dos metabolitos presentes nos diferentes órgãos da M. glacialis acreditamos que estes compostos possam participar em diferentes funções biológicas e que isto possa dever-se às propriedades tóxicas, protetoras ou antimicrobianas destes compostos (Maier, 2008). |
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Atividades financiadas
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