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Segurança Energética na política externa de Marrocos

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Resumo:O presente relatório foi elaborado a partir das atividades desenvolvidas na Direção Geral da Política Externa, Direção de Serviços do Médio Oriente e Magrebe, entre outubro 2022 e abril 2023, e encerra a componente não letiva do Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais. Entre outras matérias, o estágio abrangeu o acompanhamento das relações luso marroquinas e a política externa do Reino de Marrocos perante a União Europeia e Argélia, dando um impulso para esta investigação. O relatório explanou as prioridades e as ações da política externa económico energética do Reino de Marrocos, no período entre 2000 e 2022, e na persecução do interesse nacional, definido em termos da segurança energética, integridade territorial, liderança regional e importância intercontinental. Recorrendo à teoria neorrealista clássica e à abordagem histórica, foram analisadas as dinâmicas de cooperação e de conflitualidade no sistema regional de Marrocos, as capacidades internas e os elementos da cultura estatal, de forma a explicar a política externa marroquina desenhada para garantir a segurança energética nacional. O estudo do caso do gasoduto Nigéria Marrocos ilustrou estas dinâmicas num projeto concreto e atual. A investigação evidenciou que as reformas internas e os programas de desenvolvimento, introduzidos pelo novo líder do Estado, o Rei Mohammed VI, procuraram incrementar as capacidades materiais internas, nomeadamente, a capacidade de mobilização de recursos e de produção de energia. Por seu turno, as mudanças na política externa, sobretudo a cooperação independentemente do reconhecimento da integridade territorial marroquina, favoreceram a integração energética e a afirmação regional do Estado. Por fim, a cultura estratégica nacional e organizacional orientou a política externa energética para a persecução do interesse nacional mais abrangente, acima definido. Este trabalho enfatiza que Marrocos se está a afirmar enquanto parceiro estratégico da União Europeia, no domínio das energias renováveis, e como potencial líder regional em Magrebe e na África Ocidental pelos avanços tecnológicos e projetos em colaboração no setor renovável, e pelo desenvolvimento económico local potencialmente providenciado pela construção e exploração do gasoduto Nigéria Marrocos.
Autores principais:Sigareva, Vitória
Assunto:Ministério dos Negócios Estrangeiros Marrocos Segurança energética Política externa Cultura estratégica Gasoduto Nigéria-Marrocos Ministry of Foreign Affairs Morocco Energy security Foreign policy Strategic culture Nigeria-Morocco gas pipeline
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente relatório foi elaborado a partir das atividades desenvolvidas na Direção Geral da Política Externa, Direção de Serviços do Médio Oriente e Magrebe, entre outubro 2022 e abril 2023, e encerra a componente não letiva do Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais. Entre outras matérias, o estágio abrangeu o acompanhamento das relações luso marroquinas e a política externa do Reino de Marrocos perante a União Europeia e Argélia, dando um impulso para esta investigação. O relatório explanou as prioridades e as ações da política externa económico energética do Reino de Marrocos, no período entre 2000 e 2022, e na persecução do interesse nacional, definido em termos da segurança energética, integridade territorial, liderança regional e importância intercontinental. Recorrendo à teoria neorrealista clássica e à abordagem histórica, foram analisadas as dinâmicas de cooperação e de conflitualidade no sistema regional de Marrocos, as capacidades internas e os elementos da cultura estatal, de forma a explicar a política externa marroquina desenhada para garantir a segurança energética nacional. O estudo do caso do gasoduto Nigéria Marrocos ilustrou estas dinâmicas num projeto concreto e atual. A investigação evidenciou que as reformas internas e os programas de desenvolvimento, introduzidos pelo novo líder do Estado, o Rei Mohammed VI, procuraram incrementar as capacidades materiais internas, nomeadamente, a capacidade de mobilização de recursos e de produção de energia. Por seu turno, as mudanças na política externa, sobretudo a cooperação independentemente do reconhecimento da integridade territorial marroquina, favoreceram a integração energética e a afirmação regional do Estado. Por fim, a cultura estratégica nacional e organizacional orientou a política externa energética para a persecução do interesse nacional mais abrangente, acima definido. Este trabalho enfatiza que Marrocos se está a afirmar enquanto parceiro estratégico da União Europeia, no domínio das energias renováveis, e como potencial líder regional em Magrebe e na África Ocidental pelos avanços tecnológicos e projetos em colaboração no setor renovável, e pelo desenvolvimento económico local potencialmente providenciado pela construção e exploração do gasoduto Nigéria Marrocos.

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