Publicação
Fintech e inclusão financeira: caso específico das fintechs de transferências e pagamentos em Angola
| Resumo: | Com o fim do conflito armado, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho que se quer para o desenvolvimento económico, melhoria das infraestruturas, reforço da qualidade dos serviços e bem-estar da população. A temática alusiva a inclusão financeira tem suscitado um interesse crescente junto dos agentes económicos, e em especial, junto dos órgãos governamentais atendendo a sua relevância e crucial importância, culminando com desenvolvimento de diversas iniciativas e projetos, que têm impulsionado a evolução do processo de inclusão da população angolana. O presente estudo visa analisar o processo de inclusão financeira em Angola e em que medida tecnologia fintech pode ajudar a superar as barreiras existentes e proporcionar acesso a serviços financeiros básicos, acessíveis, convenientes e de baixo custo para um número considerável de angolanos, a semelhança do que já é realidade em diferentes pontos de Africa. Com o acesso a meios alternativos com as fintechs, uma maior percentagem da população poderá a ter oportunidade de aceder a serviços financeiros e participar ativamente na economia do país. Neste estudo, argumentamos que o uso do das fintechs contribuiu para a inclusão financeira dos não-bancarizados e como essa lacuna pode ser preenchida por provedores de serviços não-bancários. Ao fazê-lo, apresentamos o caso específico das fintechs de pagamento e transferências bem como um serviço de mobile banking que tem levado a uma maior inclusão financeira em Africa, ao fornecer uma estrutura alternativa aos bancos convencionais devido aos requisitos regulamentares impostos. Ao longo do nosso estudo, constatamos que as fintechs em Angola enfrentam ainda desafios bastante significativos, como a falta de regulamentação específica, a infraestrutura limitada e barreiras culturais, mas, apesar disso, têm demonstrado grande potencial devido a sua capacidade de promover a inclusão financeira. Acreditamos que baixa penetração dos serviços financeiros tradicionais em comparação com o crescimento exponencial da telefonia móvel no país cria uma oportunidade única para o desenvolvimento de serviços bancários móveis e soluções fintech para preencher a lacuna dos não-bancarizados. |
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| Autores principais: | Márcio Yanik da Fonseca António |
| Assunto: | Angola Supervisão Mercados Financeiros Inovação Financeira sandbox regulatória Regulação Fintech Startups Inclusão Financeira innovation hubs Regulatory Sandboxes Financial Inclusion Regulation Supervision Financial Innovation Financial Markets |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Com o fim do conflito armado, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho que se quer para o desenvolvimento económico, melhoria das infraestruturas, reforço da qualidade dos serviços e bem-estar da população. A temática alusiva a inclusão financeira tem suscitado um interesse crescente junto dos agentes económicos, e em especial, junto dos órgãos governamentais atendendo a sua relevância e crucial importância, culminando com desenvolvimento de diversas iniciativas e projetos, que têm impulsionado a evolução do processo de inclusão da população angolana. O presente estudo visa analisar o processo de inclusão financeira em Angola e em que medida tecnologia fintech pode ajudar a superar as barreiras existentes e proporcionar acesso a serviços financeiros básicos, acessíveis, convenientes e de baixo custo para um número considerável de angolanos, a semelhança do que já é realidade em diferentes pontos de Africa. Com o acesso a meios alternativos com as fintechs, uma maior percentagem da população poderá a ter oportunidade de aceder a serviços financeiros e participar ativamente na economia do país. Neste estudo, argumentamos que o uso do das fintechs contribuiu para a inclusão financeira dos não-bancarizados e como essa lacuna pode ser preenchida por provedores de serviços não-bancários. Ao fazê-lo, apresentamos o caso específico das fintechs de pagamento e transferências bem como um serviço de mobile banking que tem levado a uma maior inclusão financeira em Africa, ao fornecer uma estrutura alternativa aos bancos convencionais devido aos requisitos regulamentares impostos. Ao longo do nosso estudo, constatamos que as fintechs em Angola enfrentam ainda desafios bastante significativos, como a falta de regulamentação específica, a infraestrutura limitada e barreiras culturais, mas, apesar disso, têm demonstrado grande potencial devido a sua capacidade de promover a inclusão financeira. Acreditamos que baixa penetração dos serviços financeiros tradicionais em comparação com o crescimento exponencial da telefonia móvel no país cria uma oportunidade única para o desenvolvimento de serviços bancários móveis e soluções fintech para preencher a lacuna dos não-bancarizados. |
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