Publicação
A Filosofia da Natureza de Robert Boyle: um estudo a partir da sua hipótese mecânica
| Resumo: | Esta tese é sobre a filosofia da natureza de Robert Boyle que subjaz à sua investigação experimental da natureza. Uma vez que Boyle é um dos mais conhecidos promotores da filosofia mecânica ou corpuscular, é frequente encontrar-se autores que lhe atribuem uma filosofia da natureza mecanicista, segundo a qual a matéria é inerte e as entidades naturais carecem de poderes ativos. Esta interpretação casa bem com a ideia, também atribuída a Boyle por muitos autores, segundo a qual as leis da natureza são impostas por Deus, a todo o momento, ao mundo. Dado que a matéria é meramente passiva, a fonte da atividade e da ordem na natureza tem de proceder de fora da natureza. O principal objetivo deste trabalho é averiguar se, de facto, a filosofia da natureza de Boyle é mecanicista ou se, pelo contrário, pressupõe que a atividade que se observa no mundo procede dos poderes causais que os corpos possuem em virtude das suas essências. Há boas razões para interpretar a filosofia da natureza de Boyle deste modo, uma vez que invoca frequentemente as naturezas dos corpos, os seus poderes e tendências, para explicar os fenómenos naturais. Existem também razões fortes para considerar que a ordem que se observa na natureza procede das essências dos seres naturais. Uma vez que um dos principais motivos que leva a pensar que Boyle tem em mente uma filosofia da natureza mecanicista é a excelência que atribui à sua hipótese mecânica, este trabalho começa pela consideração do papel da hipótese mecânica no estudo experimental da natureza. |
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| Autores principais: | Fraguito, Hugo Edgar Pereira Vilela de Moura |
| Assunto: | Hipótese mecânica Poder causal Causa eficiente Substância Acidentes Essência Qualidade Concurso Lei da natureza Necessidade |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Esta tese é sobre a filosofia da natureza de Robert Boyle que subjaz à sua investigação experimental da natureza. Uma vez que Boyle é um dos mais conhecidos promotores da filosofia mecânica ou corpuscular, é frequente encontrar-se autores que lhe atribuem uma filosofia da natureza mecanicista, segundo a qual a matéria é inerte e as entidades naturais carecem de poderes ativos. Esta interpretação casa bem com a ideia, também atribuída a Boyle por muitos autores, segundo a qual as leis da natureza são impostas por Deus, a todo o momento, ao mundo. Dado que a matéria é meramente passiva, a fonte da atividade e da ordem na natureza tem de proceder de fora da natureza. O principal objetivo deste trabalho é averiguar se, de facto, a filosofia da natureza de Boyle é mecanicista ou se, pelo contrário, pressupõe que a atividade que se observa no mundo procede dos poderes causais que os corpos possuem em virtude das suas essências. Há boas razões para interpretar a filosofia da natureza de Boyle deste modo, uma vez que invoca frequentemente as naturezas dos corpos, os seus poderes e tendências, para explicar os fenómenos naturais. Existem também razões fortes para considerar que a ordem que se observa na natureza procede das essências dos seres naturais. Uma vez que um dos principais motivos que leva a pensar que Boyle tem em mente uma filosofia da natureza mecanicista é a excelência que atribui à sua hipótese mecânica, este trabalho começa pela consideração do papel da hipótese mecânica no estudo experimental da natureza. |
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