Publicação
Conhecer a intervenção humana no território e executar um futuro
| Resumo: | O objectivo desta comunicação é refletir a forma em como, a combinação da análise histórica da evolução de impactos da intervenção humana na paisagem com um projecto humanista ambiental (Monasinghe) contribuem para a reversão de percursos de degradação do meio ambiente a curto, médio e longo prazo. As tipologias discursivas sobre a destruição da Natureza, criadas no final do século XIX e perpetuadas até à actualidade, são actualmente confrontadas com outras perspectivas. Aquelas, compreensivelmente, foram enunciadas em pleno fervor Drawinista por geógrafos ocidentais como Marsh, Umboldt e Ritter (1860s-1870s), maravilhados com o resto do mundo em estádios naturais que, os próprios, equipararam a paisagens prestinas; ideia duradoira que, viria a desembocar numa cruzada contra os culpados da destruição de paraisos originais, como se, a Natureza não fosse, por definição, dinâmica! Actualmente, e noutra linha de debate, alguns “ambientalistas” largaram as trincheias de acusação sobre a destruição da natureza e propõe encontrar soluções positivas na fruição, exploração e transformação do meio; exclui-se desta proposta a homogeneização ideológica - ecológico ambiental. Preocupando-se com a inclusão, participação e responsabilização individual na solidariedade humana como veículo previligiado de exigência na acção civica e política (Mohan Monasinghe), o debate ambiental ultrapassa o conceito de sustentabilidade (equilibrio investimento-resultados ambientais e económicos), promovendo condições de “trust building” ao investimento mas no garante do respeito pelo ADN cultural e civilizacional de diferentes regiões. Nesta ação, o legado histórico da paisagem, mais que qualquer outro indicador, testemunha sucessos (florestação de montanhas e canalização de rios, por exemplo) e insucessos de intervenção humana nos territórios. A ferramenta -consultoria histórico-ambiental, é já uma realidade na UNESCO e em Directivas Europeias, pelo menos, desde 1992. O desafio actual é utiliza-la para viabilizar sucessos no futuro. |
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| Autores principais: | Melo, Maria Cristina Joanaz de |
| Assunto: | Ambiente Paisagem Território Trust building |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O objectivo desta comunicação é refletir a forma em como, a combinação da análise histórica da evolução de impactos da intervenção humana na paisagem com um projecto humanista ambiental (Monasinghe) contribuem para a reversão de percursos de degradação do meio ambiente a curto, médio e longo prazo. As tipologias discursivas sobre a destruição da Natureza, criadas no final do século XIX e perpetuadas até à actualidade, são actualmente confrontadas com outras perspectivas. Aquelas, compreensivelmente, foram enunciadas em pleno fervor Drawinista por geógrafos ocidentais como Marsh, Umboldt e Ritter (1860s-1870s), maravilhados com o resto do mundo em estádios naturais que, os próprios, equipararam a paisagens prestinas; ideia duradoira que, viria a desembocar numa cruzada contra os culpados da destruição de paraisos originais, como se, a Natureza não fosse, por definição, dinâmica! Actualmente, e noutra linha de debate, alguns “ambientalistas” largaram as trincheias de acusação sobre a destruição da natureza e propõe encontrar soluções positivas na fruição, exploração e transformação do meio; exclui-se desta proposta a homogeneização ideológica - ecológico ambiental. Preocupando-se com a inclusão, participação e responsabilização individual na solidariedade humana como veículo previligiado de exigência na acção civica e política (Mohan Monasinghe), o debate ambiental ultrapassa o conceito de sustentabilidade (equilibrio investimento-resultados ambientais e económicos), promovendo condições de “trust building” ao investimento mas no garante do respeito pelo ADN cultural e civilizacional de diferentes regiões. Nesta ação, o legado histórico da paisagem, mais que qualquer outro indicador, testemunha sucessos (florestação de montanhas e canalização de rios, por exemplo) e insucessos de intervenção humana nos territórios. A ferramenta -consultoria histórico-ambiental, é já uma realidade na UNESCO e em Directivas Europeias, pelo menos, desde 1992. O desafio actual é utiliza-la para viabilizar sucessos no futuro. |
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