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Um sistema simbólico na base da narrativa hagiográfica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As extensas colectâneas hagiográficas que ficaram conhecidas como fios sanctorum, expressão que constava do título da primeira colectânea em língua portuguesa (Ho fios sanctorum em lingoage, de 1513) tiveram enorme fortuna durante a Idade Média, em toda a Europa. Textos profundamente simbólicos, estes fios sanctorum pretendiam orientar o leitor a caminho de uma vida outra, depois da morte. Revestem-se pois de características didácticas e usam os símbolos num discurso persuasivo e mesmo manipulador. A linguagem é geralmente simples, sem atavios retóricos, expressão de escritores menos hábeis a manobrar a pena e constituem longas colectâneas repletas de vidas de santos que se repetem nos seus traços estruturais. A vida do santo mais não é do que a multiplicação até ao infinito de gestos já praticados com exemplo em Cristo, o primeiro Santo, mas também em figuras mitológicas da antigüidade clássica (Édipo, Fedra, etc.) e nas Escrituras (Moisés, Noé, etc.)
Autores principais:Lucas, Maria Clara de Almeida
Ano:1990
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:As extensas colectâneas hagiográficas que ficaram conhecidas como fios sanctorum, expressão que constava do título da primeira colectânea em língua portuguesa (Ho fios sanctorum em lingoage, de 1513) tiveram enorme fortuna durante a Idade Média, em toda a Europa. Textos profundamente simbólicos, estes fios sanctorum pretendiam orientar o leitor a caminho de uma vida outra, depois da morte. Revestem-se pois de características didácticas e usam os símbolos num discurso persuasivo e mesmo manipulador. A linguagem é geralmente simples, sem atavios retóricos, expressão de escritores menos hábeis a manobrar a pena e constituem longas colectâneas repletas de vidas de santos que se repetem nos seus traços estruturais. A vida do santo mais não é do que a multiplicação até ao infinito de gestos já praticados com exemplo em Cristo, o primeiro Santo, mas também em figuras mitológicas da antigüidade clássica (Édipo, Fedra, etc.) e nas Escrituras (Moisés, Noé, etc.)

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