Publicação
A crítica da razão em Michel de Montaigne
| Resumo: | O trabalho que se segue é uma leitura e comentário do capítulo “Apologie de Raymond Sebond”, Livro II, 12, de Michel de Montaigne. Trata-se de apresentar a crítica da razão abordada pelo autor. Com o pretexto de defender as ideias de Sebond, que em sua obra Teologia naturalis, de quem tinha traduzido do latim para o francês, que encontrava os fundamentos da fé na razão e punha o homem no primeiro nível da criação, o ensaísta apresenta de facto um pensamento muito pessoal. Recusa-se a dar valor à razão e põe o homem no mesmo nível dos animais. Vai sustentar a tese de que a razão não tem um valor de absoluta superioridade, conturbando desta forma, toda a tradição filosófica que depositava toda a confiança na razão, sobretudo como instrumento do conhecimento. Esta dissertação é desenvolvida em quatro etapas. A primeira, abordará brevemente a concepção antropológica que subjaz na “Apologie”; em segundo lugar, pretende-se perceber com maior clarividência os motivos que levaram o autor a criticar a razão que é instrumentalizada na tarefa de justificação das chamadas verdades religiosas; em terceiro lugar, trata-se da crítica da ciência que é abordada no ensaio, onde o autor quer derrubar a tola vaidade e sacudir os fundamentos sobre os quais se constroem as falsas ideias produzidas pela ciência; na quarta e última etapa, pretende-se abordar a tese da impossibilidade de se formular, a partir da razão, um conjunto de normas, regras e leis com validade objectiva a qualquer grupo humano. |
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| Autores principais: | Ferreira, Florivaldo Floriano |
| Assunto: | Apologia cepticismo Montaigne Razão |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O trabalho que se segue é uma leitura e comentário do capítulo “Apologie de Raymond Sebond”, Livro II, 12, de Michel de Montaigne. Trata-se de apresentar a crítica da razão abordada pelo autor. Com o pretexto de defender as ideias de Sebond, que em sua obra Teologia naturalis, de quem tinha traduzido do latim para o francês, que encontrava os fundamentos da fé na razão e punha o homem no primeiro nível da criação, o ensaísta apresenta de facto um pensamento muito pessoal. Recusa-se a dar valor à razão e põe o homem no mesmo nível dos animais. Vai sustentar a tese de que a razão não tem um valor de absoluta superioridade, conturbando desta forma, toda a tradição filosófica que depositava toda a confiança na razão, sobretudo como instrumento do conhecimento. Esta dissertação é desenvolvida em quatro etapas. A primeira, abordará brevemente a concepção antropológica que subjaz na “Apologie”; em segundo lugar, pretende-se perceber com maior clarividência os motivos que levaram o autor a criticar a razão que é instrumentalizada na tarefa de justificação das chamadas verdades religiosas; em terceiro lugar, trata-se da crítica da ciência que é abordada no ensaio, onde o autor quer derrubar a tola vaidade e sacudir os fundamentos sobre os quais se constroem as falsas ideias produzidas pela ciência; na quarta e última etapa, pretende-se abordar a tese da impossibilidade de se formular, a partir da razão, um conjunto de normas, regras e leis com validade objectiva a qualquer grupo humano. |
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