Publicação
A arte fora da história. Exposições da colecção do museu do Chiado 1994-2009
| Resumo: | Os museus de arte contemporânea apresentam-se actualmente como instituições centrais, não só no pensamento e legitimação da arte dos nossos dias, mas também na reflexão sobre o modo de ver a arte e a forma como a história da arte parece necessitar de novos instrumentos para alargar as leituras e cruzamentos entre as produções artísticas de diversas épocas. Perante novos modos de expor, que passaram a deixar de lado a unilinearidade, a cronologia, ou mesmo a divisão estilística, o museu posicionou-se na linha da frente juntamente com teóricos da história da arte que pretendem revolucionar a mesma, como é o caso de Didi-Huberman, Hans Belting ou Norman Bryson. Partindo destas problemáticas, analisaremos neste trabalho o Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, incidindo principalmente nos últimos 15 anos, em que esteve sob a direcção de Pedro Lapa. Perante a falta de espaço do museu, que dificulta a existência de várias mostras em simultâneo, o equilíbrio entre a exposição permanente da colecção e as exposições temporárias foi-se quebrando, levando a que a primeira deixasse mesmo de estar patente ao público, passando a dar lugar a mostras temporárias de artistas e movimentos internacionais ou portugueses que ocupavam todo o espaço do museu. A colecção passou assim a estar apenas temporariamente acessível e as exposições que a mostravam começaram a obedecer a uma lógica ahistórica, onde diversos conceitos davam origem a núcleos em que se confrontavam obras de diversas décadas. A presente dissertação pretende analisar algumas destas exposições, percebendo de que forma se cruzam com a história da arte e como criam novas leituras para as obras. |
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| Autores principais: | Guerreiro, Marta Branco |
| Assunto: | Museu do Chiado Museus de arte contemporânea Exposições históricas Curadoria Arte portuguesa contemporânea Programação |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os museus de arte contemporânea apresentam-se actualmente como instituições centrais, não só no pensamento e legitimação da arte dos nossos dias, mas também na reflexão sobre o modo de ver a arte e a forma como a história da arte parece necessitar de novos instrumentos para alargar as leituras e cruzamentos entre as produções artísticas de diversas épocas. Perante novos modos de expor, que passaram a deixar de lado a unilinearidade, a cronologia, ou mesmo a divisão estilística, o museu posicionou-se na linha da frente juntamente com teóricos da história da arte que pretendem revolucionar a mesma, como é o caso de Didi-Huberman, Hans Belting ou Norman Bryson. Partindo destas problemáticas, analisaremos neste trabalho o Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, incidindo principalmente nos últimos 15 anos, em que esteve sob a direcção de Pedro Lapa. Perante a falta de espaço do museu, que dificulta a existência de várias mostras em simultâneo, o equilíbrio entre a exposição permanente da colecção e as exposições temporárias foi-se quebrando, levando a que a primeira deixasse mesmo de estar patente ao público, passando a dar lugar a mostras temporárias de artistas e movimentos internacionais ou portugueses que ocupavam todo o espaço do museu. A colecção passou assim a estar apenas temporariamente acessível e as exposições que a mostravam começaram a obedecer a uma lógica ahistórica, onde diversos conceitos davam origem a núcleos em que se confrontavam obras de diversas décadas. A presente dissertação pretende analisar algumas destas exposições, percebendo de que forma se cruzam com a história da arte e como criam novas leituras para as obras. |
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