Publicação
COVID-19 em Portugal: fatores associados à não adesão ao primeiro período de confinamento geral através de um estudo transversal
| Resumo: | RESUMO - Um novo coronavírus reportado pelas autoridades chinesas em dezembro de 2019 alastrou rapidamente pelo mundo. Os dois primeiros casos de SARS-CoV-2 em Portugal foram divulgados no dia 2 de março de 2020, pressionando o governo a implementar um confinamento nacional. Pouco se sabe sobre que características sociodemográficas e de perceção de risco estão associadas ao cumprimento desta recomendação. Este estudo tem como objetivo identificar os fatores associados à não adesão à ordem de permanência em casa em Portugal implementada a partir de 19 de março. Trata-se de um estudo transversal, com dados recolhidos entre 21 e 30 de março, através de um questionário online, com 133.601 inquiridos (idade média de 44 anos) com idades entre os 16 e os 100 anos e residentes em Portugal. Para identificar os fatores associados à não adesão ao confinamento, os dados foram sujeitos a análises de regressão logística univariada e multivariada. A maioria dos participantes (94,4%) obedeceu ao confinamento. No entanto, os resultados mostram que estar no local de trabalho em vez de transitar para o teletrabalho (OR: 4.335 IC: [4.033; 4.659]), menor confiança no governo vs falta de confiança (OR: 0,862 IC: [0,765; 0,972]]) e alto risco percebido de contrair a infeção (OR: 2.375 IC: [2.208; 2.555]) aumentam o risco de não adesão. Homens, pessoas com menor escolaridade e indivíduos de agregados familiares com rendimentos mais baixos têm menor chance de cumprimento da medida. Embora este estudo não seja representativo da população portuguesa, os resultados sugerem alguns fatores que podem estar associados à não adesão ao confinamento. É necessária mais investigação para entender por que motivo alguns grupos populacionais têm menor chance de adesão ao confinamento. A comunicação em saúde pública deve ser particularmente direcionada para estas populações vulneráveis. |
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| Autores principais: | Almeida, Jorge Nuno de Noronha Xavier Antunes de |
| Assunto: | COVID-19 Comportamento preventivo Adesão Medidas preventivas Conformidade Pandemia Preventive behaviour Public adherence Preventive Measures Compliance Pandemic |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Um novo coronavírus reportado pelas autoridades chinesas em dezembro de 2019 alastrou rapidamente pelo mundo. Os dois primeiros casos de SARS-CoV-2 em Portugal foram divulgados no dia 2 de março de 2020, pressionando o governo a implementar um confinamento nacional. Pouco se sabe sobre que características sociodemográficas e de perceção de risco estão associadas ao cumprimento desta recomendação. Este estudo tem como objetivo identificar os fatores associados à não adesão à ordem de permanência em casa em Portugal implementada a partir de 19 de março. Trata-se de um estudo transversal, com dados recolhidos entre 21 e 30 de março, através de um questionário online, com 133.601 inquiridos (idade média de 44 anos) com idades entre os 16 e os 100 anos e residentes em Portugal. Para identificar os fatores associados à não adesão ao confinamento, os dados foram sujeitos a análises de regressão logística univariada e multivariada. A maioria dos participantes (94,4%) obedeceu ao confinamento. No entanto, os resultados mostram que estar no local de trabalho em vez de transitar para o teletrabalho (OR: 4.335 IC: [4.033; 4.659]), menor confiança no governo vs falta de confiança (OR: 0,862 IC: [0,765; 0,972]]) e alto risco percebido de contrair a infeção (OR: 2.375 IC: [2.208; 2.555]) aumentam o risco de não adesão. Homens, pessoas com menor escolaridade e indivíduos de agregados familiares com rendimentos mais baixos têm menor chance de cumprimento da medida. Embora este estudo não seja representativo da população portuguesa, os resultados sugerem alguns fatores que podem estar associados à não adesão ao confinamento. É necessária mais investigação para entender por que motivo alguns grupos populacionais têm menor chance de adesão ao confinamento. A comunicação em saúde pública deve ser particularmente direcionada para estas populações vulneráveis. |
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