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Desenvolvimento de um teste de neurotoxicidade em Drosophila melanogaster

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Todos os anos novos produtos chegam aos mercados depois de serem testados sobre a presença de substâncias perigosas. Estes artigos são avaliados de acordo com as leis e parâmetros estabelecidos na lei. No entanto, várias restrições estão desatualizadas e algumas são seriamente vagas. A neurotoxicidade e neurotoxicidade de desenvolvimento são dois parâmetros que não reuniram muita atenção, mas, recentemente houve um aumento na sensibilização destes tópicos. Por isso, novos testes e modelos são necessários para proporcionar esclarecimentos a estas questões. Um desses modelos é a mosca da fruta Drosophila melanogaster devido à sua fácil manutenção e manipulação, com um sistema nervoso bem estudado e um conjunto de comportamentos típicos facilmente quantificáveis. Mais recentemente, também tem sido utilizado como modelo para doenças neurodegenerativas e ensaios de toxicidade. Estes testes focam-se normalmente na citotoxicidade devido à dificuldade na identificação da neurotoxicidade. O desempenho motor é uma abordagem diferente para julgar este tipo de toxicidade depois da mosca ter estado exposta a compostos desde o estado embrionário. A variação dos parâmetros cinemáticos da mosca deveria indicar uma indução de alterações neurológicas por parte do composto. Para validar esta abordagem foram testados os seguintes compostos: Tolueno, um habitual solvente industrial; o pesticida Chlorpyrifos, ambos conhecidos como tendo um comportamento neurotóxico; e o aminoácido β-N-metilamina-L-alanina (LBMAA), um composto suspeito de ter efeitos neurotóxicos. Os nossos resultados indicam que normalmente as moscas da fruta exibem uma reposta dose-dependente dos compostos testados. As concentrações intermediárias foram estudadas para o estudo aprofundado das características cinemáticas e projeções motoras-neurónios que permitem quantificar a neurotoxicidade dos compostos. Todas as moscas expostas aos compostos apresentaram alterações na sua locomoção, com o Tolueno apresentando resultados focados nos parâmetros de estabilidade e o Chlorpyrifos nos parâmetros de estabilidade e passada. Contudo, os resultados mais consideráveis foram os do LBMAA com alterações em quase todos os parâmetros.
Autores principais:Cabrita, Ana Sofia Costa
Assunto:Neurotoxicity Drosophila melanogaster Locomotion Kinematic parameters Neurotoxicidade Locomoção Parâmetros cinemáticos.
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Todos os anos novos produtos chegam aos mercados depois de serem testados sobre a presença de substâncias perigosas. Estes artigos são avaliados de acordo com as leis e parâmetros estabelecidos na lei. No entanto, várias restrições estão desatualizadas e algumas são seriamente vagas. A neurotoxicidade e neurotoxicidade de desenvolvimento são dois parâmetros que não reuniram muita atenção, mas, recentemente houve um aumento na sensibilização destes tópicos. Por isso, novos testes e modelos são necessários para proporcionar esclarecimentos a estas questões. Um desses modelos é a mosca da fruta Drosophila melanogaster devido à sua fácil manutenção e manipulação, com um sistema nervoso bem estudado e um conjunto de comportamentos típicos facilmente quantificáveis. Mais recentemente, também tem sido utilizado como modelo para doenças neurodegenerativas e ensaios de toxicidade. Estes testes focam-se normalmente na citotoxicidade devido à dificuldade na identificação da neurotoxicidade. O desempenho motor é uma abordagem diferente para julgar este tipo de toxicidade depois da mosca ter estado exposta a compostos desde o estado embrionário. A variação dos parâmetros cinemáticos da mosca deveria indicar uma indução de alterações neurológicas por parte do composto. Para validar esta abordagem foram testados os seguintes compostos: Tolueno, um habitual solvente industrial; o pesticida Chlorpyrifos, ambos conhecidos como tendo um comportamento neurotóxico; e o aminoácido β-N-metilamina-L-alanina (LBMAA), um composto suspeito de ter efeitos neurotóxicos. Os nossos resultados indicam que normalmente as moscas da fruta exibem uma reposta dose-dependente dos compostos testados. As concentrações intermediárias foram estudadas para o estudo aprofundado das características cinemáticas e projeções motoras-neurónios que permitem quantificar a neurotoxicidade dos compostos. Todas as moscas expostas aos compostos apresentaram alterações na sua locomoção, com o Tolueno apresentando resultados focados nos parâmetros de estabilidade e o Chlorpyrifos nos parâmetros de estabilidade e passada. Contudo, os resultados mais consideráveis foram os do LBMAA com alterações em quase todos os parâmetros.

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