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Imagens do Trabalho na Fotografia de Maria Lamas: o Estranhamento do Corpo Feminino no Ambiente Laboral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo investiga o papel da Fotografia como um instrumento de contradiscurso durante o Estado Novo em Portugal (1933-1974), sob a liderança de António de Oliveira Salazar e Marcello Caetano. A pesquisa tem como objetivo analisar as fotografias contidas no livro As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas (1893-1983), no âmbito do corpo feminino que trabalhou como força motora da Economia, apesar de os discursos fascistas insistirem na composição de uma mulher para o lar, mantenedora do sistema capitalista e patriarcal. A análise visual das imagens permitiu a observação da contradição entre discurso salazarista e representação das mulheres através de pontos específicos trazidos das teorias de Roland Barthes (1915-1980) e Viktor Shklovsky (1893-1984). As conclusões sugerem que, além de seu teor propagandista durante este regime, a Fotografia funcionou não só como documento, mas como objeto artístico considerando o movimento no qual se inseriu: o Neorrealismo. Assim, ao analisar as imagens é possível perceber fotografias de um movimento que evidenciavam o conteúdo, mas também encontravam suas formas próprias de autoafirmação e representação.
Autores principais:Maia, Ana Catarina
Assunto:Fotografia Neorrealismo Contradiscurso Estado Novo Maria Lamas Portugal Estranhamento Roland Barthes Punctum Mulheres Photography Neo-Realism Counter-Discourse Estado Novo Enstrangement Roland Barthes Punctum Women
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Este estudo investiga o papel da Fotografia como um instrumento de contradiscurso durante o Estado Novo em Portugal (1933-1974), sob a liderança de António de Oliveira Salazar e Marcello Caetano. A pesquisa tem como objetivo analisar as fotografias contidas no livro As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas (1893-1983), no âmbito do corpo feminino que trabalhou como força motora da Economia, apesar de os discursos fascistas insistirem na composição de uma mulher para o lar, mantenedora do sistema capitalista e patriarcal. A análise visual das imagens permitiu a observação da contradição entre discurso salazarista e representação das mulheres através de pontos específicos trazidos das teorias de Roland Barthes (1915-1980) e Viktor Shklovsky (1893-1984). As conclusões sugerem que, além de seu teor propagandista durante este regime, a Fotografia funcionou não só como documento, mas como objeto artístico considerando o movimento no qual se inseriu: o Neorrealismo. Assim, ao analisar as imagens é possível perceber fotografias de um movimento que evidenciavam o conteúdo, mas também encontravam suas formas próprias de autoafirmação e representação.

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