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A representação das mulheres negras nos jornais impressos Público (Portugal) e Folha de São Paulo (Brasil)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente tese propõe-se investigar a representação das mulheres negras nos jornais impressos. O objetivo principal do trabalho é compreender de que forma a identidade étnica das mulheres negras é construída nos meios de comunicação. Identificamos, neste trabalho, quais as temáticas e discussões produzidas acerca das mulheres negras em determinadas peças jornalísticas, adotando como método de pesquisa a Análise de Discurso de artigos publicados nos jornais Público/Portugal e Folha de São Paulo/Brasil, entre os anos de 2000 e 2010. Sendo assim, o corpus ficou constituído de 1304 textos jornalísticos, com 1228 peças do jornal Público e 76 peças do jornal Folha de São Paulo. Estruturamos o trabalho em quatro capítulos. O primeiro capítulo apresenta o enquadramento teórico do trabalho. Neste capítulo discutimos conceitos como: raça, racismo e identidade étnica. No segundo capítulo apresentamos o enquadramento das mulheres negras em Portugal e no Brasil, abordando o contexto social, económico e político. Paralelamente, traçamos uma trajetória do movimento feminista negro nas duas sociedades, para compreender de que forma o movimento feminista negro tem vindo a desenvolver o seu trabalho em prol da promoção da igualdade, visibilidade e reconhecimento das mulheres negras nas mesmas. O terceiro capítulo versa sobre a representação das mulheres negras nos meios de comunicação portugueses e brasileiros. Apresentam-se as principais formas de representação deste grupo social ao longo dos anos. Finalmente, o quarto capítulo destina-se ao estudo empírico - à análise quantitativa e qualitativa das peças jornalísticas selecionadas. Por fim, após a referida análise, identificamos dois grupos identitários: a mulher negra enquanto «exemplo de superação» e a mulher negra representada como «pobre coitada».
Autores principais:Cambraia, Cláudia Fabiane da Costa
Assunto:Mulheres negras Jornais impressos Identidade negra Racismo Representação Feminismo negro Brasil Black women Printed newspapers, Black identity Racism Representation Black feminism
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente tese propõe-se investigar a representação das mulheres negras nos jornais impressos. O objetivo principal do trabalho é compreender de que forma a identidade étnica das mulheres negras é construída nos meios de comunicação. Identificamos, neste trabalho, quais as temáticas e discussões produzidas acerca das mulheres negras em determinadas peças jornalísticas, adotando como método de pesquisa a Análise de Discurso de artigos publicados nos jornais Público/Portugal e Folha de São Paulo/Brasil, entre os anos de 2000 e 2010. Sendo assim, o corpus ficou constituído de 1304 textos jornalísticos, com 1228 peças do jornal Público e 76 peças do jornal Folha de São Paulo. Estruturamos o trabalho em quatro capítulos. O primeiro capítulo apresenta o enquadramento teórico do trabalho. Neste capítulo discutimos conceitos como: raça, racismo e identidade étnica. No segundo capítulo apresentamos o enquadramento das mulheres negras em Portugal e no Brasil, abordando o contexto social, económico e político. Paralelamente, traçamos uma trajetória do movimento feminista negro nas duas sociedades, para compreender de que forma o movimento feminista negro tem vindo a desenvolver o seu trabalho em prol da promoção da igualdade, visibilidade e reconhecimento das mulheres negras nas mesmas. O terceiro capítulo versa sobre a representação das mulheres negras nos meios de comunicação portugueses e brasileiros. Apresentam-se as principais formas de representação deste grupo social ao longo dos anos. Finalmente, o quarto capítulo destina-se ao estudo empírico - à análise quantitativa e qualitativa das peças jornalísticas selecionadas. Por fim, após a referida análise, identificamos dois grupos identitários: a mulher negra enquanto «exemplo de superação» e a mulher negra representada como «pobre coitada».

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