Publicação
Princípio, fundação, união, reformação e progresso: O discurso dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho portugueses na arquitetura cenobítica (1128-1834)
| Resumo: | Esta tese de doutoramento procura contribuir para uma consciência integrada da produção arquitetónica dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho portugueses no campo da arquitetura cenobítica, isto é, da conceção, produção e uso de edifícios como organismos de suporte duma existência em comum, sob a regra augustiniana e os estatutos da Ordem, no nosso país, da sua génese à sua extinção. A análise centra-se, portanto, tanto na Ordem como agente da arquitetura – sendo promotora e definidora de programas, mas também interlocutora na discussão de opções de desenho – como num registo edificado que engloba sistemas de valências avaliados na sua inter-relação, como alternativa ao foco nos autores individuais e na valorização dos espaços de representação como peças, em detrimento de áreas funcionais e da estrutura integral do conjunto. Como tal, foi importante não só a visita a todos os cenóbios, como a todas as suas partes constituintes, e uma consideração dos sítios na interpretação dos conjuntos. A investigação procura analisar essa arquitetura como um discurso institucional, de tradução de certos núcleos de significado, segundo certas preferências linguísticas, refletindo os contactos e a mundividência dos Regrantes. A prática discursiva crúzia teve vetores individuais perenes, assim como oscilações de tónica, de acordo com as fases de auto-definição da instituição ao longo do tempo. A bibliografia ampliou-se, consequentemente, para abranger esses padrões alargados de mentalidade e expressão. O facto de se tratar da primeira ordem religiosa criada autonomamente em território nacional, a sua ininterrupta (mesmo que variável) importância política e cultural, a extensão da sua presença territorial e o número das Casas que englobou (num total ultrapassando as seis dezenas) tornam-na um caso de estudo particularmente rico. Sinal de relevância é também que sejam expressões desse discurso conjuntos tão marcantes para a História da Arquitetura Portuguesa como os mosteiros de Santa Cruz de Coimbra, São Vicente de Fora, São Salvador de Grijó, Santo Agostinho da Serra do Pilar. |
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| Autores principais: | Silva, Ilídio Jorge Costa Pereira |
| Assunto: | Arquitetura Cenobítica Cónegos Regrantes Crúzios Discurso Tipológico Coenobitic Architecture Augustinian Canons Crucian Order Typological Discourse Humanidades::Artes |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta tese de doutoramento procura contribuir para uma consciência integrada da produção arquitetónica dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho portugueses no campo da arquitetura cenobítica, isto é, da conceção, produção e uso de edifícios como organismos de suporte duma existência em comum, sob a regra augustiniana e os estatutos da Ordem, no nosso país, da sua génese à sua extinção. A análise centra-se, portanto, tanto na Ordem como agente da arquitetura – sendo promotora e definidora de programas, mas também interlocutora na discussão de opções de desenho – como num registo edificado que engloba sistemas de valências avaliados na sua inter-relação, como alternativa ao foco nos autores individuais e na valorização dos espaços de representação como peças, em detrimento de áreas funcionais e da estrutura integral do conjunto. Como tal, foi importante não só a visita a todos os cenóbios, como a todas as suas partes constituintes, e uma consideração dos sítios na interpretação dos conjuntos. A investigação procura analisar essa arquitetura como um discurso institucional, de tradução de certos núcleos de significado, segundo certas preferências linguísticas, refletindo os contactos e a mundividência dos Regrantes. A prática discursiva crúzia teve vetores individuais perenes, assim como oscilações de tónica, de acordo com as fases de auto-definição da instituição ao longo do tempo. A bibliografia ampliou-se, consequentemente, para abranger esses padrões alargados de mentalidade e expressão. O facto de se tratar da primeira ordem religiosa criada autonomamente em território nacional, a sua ininterrupta (mesmo que variável) importância política e cultural, a extensão da sua presença territorial e o número das Casas que englobou (num total ultrapassando as seis dezenas) tornam-na um caso de estudo particularmente rico. Sinal de relevância é também que sejam expressões desse discurso conjuntos tão marcantes para a História da Arquitetura Portuguesa como os mosteiros de Santa Cruz de Coimbra, São Vicente de Fora, São Salvador de Grijó, Santo Agostinho da Serra do Pilar. |
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