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Caracterização do ecossistema Fintech: o caso particular do mercado ibérico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A transformação digital reconfigurou a arquitetura do setor financeiro global e desencadeou um clima de disrupção em relação aos modelos operacionais tradicionais. Esta transformação abriu portas para que novos agentes, como as Fintech, ganhassem protagonismo no mercado, introduzindo inovação e eficiência que revolucionaram o ecossistema financeiro e suscitaram o interesse de todos os intervenientes. As Fintech estão a consolidar-se como motores de inovação tecnológica e a Península Ibérica tem-se afirmado como um espaço geográfico de relevo nesta transição. Assim, foi desenvolvido um estudo de modo a caracterizar o ecossistema Fintech, estabelecendo uma análise particular no mercado ibérico, comparando Portugal e Espanha em termos de disparidades estruturais, padrões de desempenho e grau de maturidade setorial das empresas. Os resultados evidenciam que o mercado espanhol apresenta uma escala empresarial superior e mais consolidada, essencialmente devido aos maiores níveis de ativos, volume de negócios e um mercado mais maturo. Apesar constatar que a rentabilidade média global do setor é fortemente pressionada pela fase de investimento intensivo e crescimento, o ecossistema português revela forte especialização tecnológica, com particular destaque para o desenvolvimento de software. Outra análise registada, demonstra que as Fintech portuguesas são resilientes nestes nichos tecnológicos, operando com estruturas de capital mais conservadoras e com maior capacidade para alcançar o break-even. Assim, o ecossistema Fintech em Portugal tem um desafio pela frente, devendo contornar barreiras estruturais como a reduzida dimensão do mercado nacional e a dificuldade de captação de financiamento em fases de expansão. No futuro, a consolidação deste setor será o resultado da superação destes obstáculos e da simbiose estratégica com as instituições financeiras tradicionais. Esta relação é muito promissora e será cada vez mais necessária para a sustentabilidade e o sucesso de ambas as partes.
Autores principais:Silva, João Carlos Santos
Assunto:Fintech Ecossistema Fintech Inovação financeira Portugal Espanha Desempenho económico-financeiro Fintech ecosystem Financial innovation Spain Economic and financial performance Ciências Sociais::Economia e Gestão
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A transformação digital reconfigurou a arquitetura do setor financeiro global e desencadeou um clima de disrupção em relação aos modelos operacionais tradicionais. Esta transformação abriu portas para que novos agentes, como as Fintech, ganhassem protagonismo no mercado, introduzindo inovação e eficiência que revolucionaram o ecossistema financeiro e suscitaram o interesse de todos os intervenientes. As Fintech estão a consolidar-se como motores de inovação tecnológica e a Península Ibérica tem-se afirmado como um espaço geográfico de relevo nesta transição. Assim, foi desenvolvido um estudo de modo a caracterizar o ecossistema Fintech, estabelecendo uma análise particular no mercado ibérico, comparando Portugal e Espanha em termos de disparidades estruturais, padrões de desempenho e grau de maturidade setorial das empresas. Os resultados evidenciam que o mercado espanhol apresenta uma escala empresarial superior e mais consolidada, essencialmente devido aos maiores níveis de ativos, volume de negócios e um mercado mais maturo. Apesar constatar que a rentabilidade média global do setor é fortemente pressionada pela fase de investimento intensivo e crescimento, o ecossistema português revela forte especialização tecnológica, com particular destaque para o desenvolvimento de software. Outra análise registada, demonstra que as Fintech portuguesas são resilientes nestes nichos tecnológicos, operando com estruturas de capital mais conservadoras e com maior capacidade para alcançar o break-even. Assim, o ecossistema Fintech em Portugal tem um desafio pela frente, devendo contornar barreiras estruturais como a reduzida dimensão do mercado nacional e a dificuldade de captação de financiamento em fases de expansão. No futuro, a consolidação deste setor será o resultado da superação destes obstáculos e da simbiose estratégica com as instituições financeiras tradicionais. Esta relação é muito promissora e será cada vez mais necessária para a sustentabilidade e o sucesso de ambas as partes.

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