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O trabalho do jornalista no mundo televisivo e a dependência da imagem

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Summary:O presente trabalho resulta da experiência de estágio de três meses na redação da SIC, em Matosinhos, e integra um estudo que tem como finalidade perceber quais os principais mecanismos utilizados pelos profissionais de comunicação, para contornar as limitações causadas pela imagem durante o processo de produção noticiosa. Uma vez que não há televisão sem existir imagem, os jornalistas e os restantes profissionais de comunicação olham para esta dependência como uma condição inerente ao meio que elegeram para trabalhar. A visibilidade que uma imagem dá a um determinado acontecimento faz com que o telespectador prefira um telejornal que tenha como pano de fundo tragédias, catástrofes, crimes e desgraças e, por isso, a oferta televisiva gira em torno do “ver para crer”. É, por isso, recorrente que os jornalistas escrevam as notícias para as imagens disponíveis, dado o poder que estas ganham no meio, sendo esta uma das conclusões retiradas da investigação. A forma sobrepõe-se ao conteúdo, uma vez que as imagens determinam a informação, sendo comum que a emoção ganhe sobre a razão. Temas como a pobreza ou a violência tornam-se difíceis de retratar em jornalismo televisivo, dado que o poder associado à imagem cria também medo e vergonha e, por isso, nem sempre é fácil para o jornalista contar estas histórias em televisão. Ainda assim, há mecanismos como o arquivo, o grafismo e a gravação de vivos que ajudam a solucionar os constrangimentos trazidos pela imagem que, em televisão, determina o que é lançado para o ar.
Main Authors:Pereira, Ana Rita Silva
Subject:Televisão Jornalismo Informação Imagem Television Journalism Information Image Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Minho
Language:Portuguese
Origin:RepositóriUM - Universidade do Minho
Description
Summary:O presente trabalho resulta da experiência de estágio de três meses na redação da SIC, em Matosinhos, e integra um estudo que tem como finalidade perceber quais os principais mecanismos utilizados pelos profissionais de comunicação, para contornar as limitações causadas pela imagem durante o processo de produção noticiosa. Uma vez que não há televisão sem existir imagem, os jornalistas e os restantes profissionais de comunicação olham para esta dependência como uma condição inerente ao meio que elegeram para trabalhar. A visibilidade que uma imagem dá a um determinado acontecimento faz com que o telespectador prefira um telejornal que tenha como pano de fundo tragédias, catástrofes, crimes e desgraças e, por isso, a oferta televisiva gira em torno do “ver para crer”. É, por isso, recorrente que os jornalistas escrevam as notícias para as imagens disponíveis, dado o poder que estas ganham no meio, sendo esta uma das conclusões retiradas da investigação. A forma sobrepõe-se ao conteúdo, uma vez que as imagens determinam a informação, sendo comum que a emoção ganhe sobre a razão. Temas como a pobreza ou a violência tornam-se difíceis de retratar em jornalismo televisivo, dado que o poder associado à imagem cria também medo e vergonha e, por isso, nem sempre é fácil para o jornalista contar estas histórias em televisão. Ainda assim, há mecanismos como o arquivo, o grafismo e a gravação de vivos que ajudam a solucionar os constrangimentos trazidos pela imagem que, em televisão, determina o que é lançado para o ar.

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