Publicação
A influência da iluminação colorida na visão binocular
| Resumo: | A luz tem influência em vários pontos do nosso dia a dia. Cada vez mais estamos expostos a inúmeras variações de iluminação, tanto no ambiente que nos rodeia como durante utilização de dispositivos digitais. É sabido que esta provoca sintomatologia quando é inadequada para a tarefa que estamos a realizar. Assim sendo, este estudo tem como objetivo examinar se a cor da iluminação provoca ou não alterações a nível da visão binocular. Para tal, a recolha de dados consistiu em duas fases. Numa primeira fase, foi realizado um exame optométrico completo a 37 sujeitos, onde apenas foram incluídos aqueles com AVVL com correção ≥ 1,0, refração entre -2.00D e +2.00 D, sem astigmatismo, sem disfunções acomodativas e da visão binocular e visão das cores normal. Assim, selecionaram-se 24 sujeitos com idades entre os 19 e os 30 anos (22,3 ± 3,03 anos), onde 79,2% eram do sexo feminino. Realizou-se a medição de forias, reservas fusionais positivas e negativas, e disparidade de fixação com diferentes cores de iluminação de forma randomizada (branco, verde e vermelho). Verificou-se a existência de alterações significativas nos valores das forias e das reservas fusionais. Para os valores das forias foi detetado uma alteração de 2 Δ entre as iluminações verde e branca (p = 0,021) e entre as iluminações verde e vermelha (p = 0,007). Para as reservas fusionais foram detetadas alterações estatisticamente significativas para os valores das rotura e recuperação da reserva fusional negativa e para a recuperação da reserva fusional positiva. As diferenças encontradas para o valor da foria podem ser explicadas pela aberração cromática longitudinal, onde o valor da exoforia com a iluminação verde era maior. A baixa repetibilidade do método foi considerada como o principal fator para as diferenças encontradas para os valores das reservas fusionais. Já para a disparidade de fixação não se obteve qualquer diferença estatisticamente significativa. |
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| Autores principais: | Machado, Tiago Miguel Silva |
| Assunto: | Disparidade de fixação Foria Iluminação Reservas fusionais Visão binocular Binocular vision Fixation disparity Fusional vergence Illumination Phoria Ciências Naturais |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A luz tem influência em vários pontos do nosso dia a dia. Cada vez mais estamos expostos a inúmeras variações de iluminação, tanto no ambiente que nos rodeia como durante utilização de dispositivos digitais. É sabido que esta provoca sintomatologia quando é inadequada para a tarefa que estamos a realizar. Assim sendo, este estudo tem como objetivo examinar se a cor da iluminação provoca ou não alterações a nível da visão binocular. Para tal, a recolha de dados consistiu em duas fases. Numa primeira fase, foi realizado um exame optométrico completo a 37 sujeitos, onde apenas foram incluídos aqueles com AVVL com correção ≥ 1,0, refração entre -2.00D e +2.00 D, sem astigmatismo, sem disfunções acomodativas e da visão binocular e visão das cores normal. Assim, selecionaram-se 24 sujeitos com idades entre os 19 e os 30 anos (22,3 ± 3,03 anos), onde 79,2% eram do sexo feminino. Realizou-se a medição de forias, reservas fusionais positivas e negativas, e disparidade de fixação com diferentes cores de iluminação de forma randomizada (branco, verde e vermelho). Verificou-se a existência de alterações significativas nos valores das forias e das reservas fusionais. Para os valores das forias foi detetado uma alteração de 2 Δ entre as iluminações verde e branca (p = 0,021) e entre as iluminações verde e vermelha (p = 0,007). Para as reservas fusionais foram detetadas alterações estatisticamente significativas para os valores das rotura e recuperação da reserva fusional negativa e para a recuperação da reserva fusional positiva. As diferenças encontradas para o valor da foria podem ser explicadas pela aberração cromática longitudinal, onde o valor da exoforia com a iluminação verde era maior. A baixa repetibilidade do método foi considerada como o principal fator para as diferenças encontradas para os valores das reservas fusionais. Já para a disparidade de fixação não se obteve qualquer diferença estatisticamente significativa. |
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