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Travelling no cinema de Wes Anderson. Sobre espaço e movimento em três longas-metragens

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Resumo:Esta dissertação, intitulada “Travelling no cinema de Wes Anderson. Sobre espaço e movimento em três longas-metragens.”, analisa a relação entre a arquitetura e o cinema, centrando-se no travelling como ferramenta cinematográfica e arquitetónica nas obras de Wes Anderson. O travelling, entendido como movimento contínuo da câmara, revela a profundidade, a geometria e as interações espaciais, ligando-as à narrativa. Para este efeito, a investigação foca-se em três obras do cineasta Wes Anderson – “The Life Aquatic with Steve Zissou” (2004); “The Grand Budapest Hotel” (2014) e “The French Dispatch” (2021) – selecionadas pela diversidade temporal que permitem analisar a evolução do estilo visual do cineasta. Três tipos de travelling são abordados: o lateral, o frontal e o designado de híbrido. Estes movimentos de câmara encontram ressonância com as ferramentas de representação gráfica da arquitetura: corte transversal, corte perspético e axonometria, respetivamente. O travelling lateral é associado ao corte transversal, explorando a continuidade e a segmentação dos espaços; o travelling frontal relaciona-se com o corte perspético, enfatizando a profundidade e a ideia de percurso; e o travelling híbrido é associado a axonometria, esta ferramenta proporciona uma visão tridimensional que revela a totalidade dos espaços, remetendo à ideia de escala e profundidade. A investigação é estruturada em três capítulos. O primeiro, “Movimento no Cinema”, introduz o travelling num contexto geral em obras do séc. XX. Este capítulo apresenta os três tipos de travelling analisados – lateral, frontal e híbrido – e explora como estes transformam a narrativa. O segundo capítulo, “Travelling no Cinema de Wes Anderson”, aprofunda a análise da utilização do travelling de um modo mais extensivo nas obras de Wes Anderson e procura, também, incorporar referências teóricas e práticas que tenham apoiado este estudo. O terceiro e último capítulo, “O Espaço em três longas-metragens de Wes Anderson”, aprofunda a análise do espaço, arquitetura, nas três obras selecionadas. São analisados exemplos de cenas, através de três fotogramas, para demonstrar como o movimento estrutura a leitura do espaço. Para complementar a análise desenvolvida ao longo dos três capítulos, esta investigação é acompanhada por um Volume II, que reúne uma série de representações gráficas construídas a partir dos fotogramas analisados. Este volume adicional inclui cortes, axonometrias e plantas que traduzem, em termos visuais, a interseção entre a arquitetura e o cinema.
Autores principais:Vasconcelos, Ana Margarida Pimenta de
Assunto:Travelling Espaço Movimento Wes Anderson Arquitetura Tracking shot Space Movement Architecture Humanidades::Artes
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação, intitulada “Travelling no cinema de Wes Anderson. Sobre espaço e movimento em três longas-metragens.”, analisa a relação entre a arquitetura e o cinema, centrando-se no travelling como ferramenta cinematográfica e arquitetónica nas obras de Wes Anderson. O travelling, entendido como movimento contínuo da câmara, revela a profundidade, a geometria e as interações espaciais, ligando-as à narrativa. Para este efeito, a investigação foca-se em três obras do cineasta Wes Anderson – “The Life Aquatic with Steve Zissou” (2004); “The Grand Budapest Hotel” (2014) e “The French Dispatch” (2021) – selecionadas pela diversidade temporal que permitem analisar a evolução do estilo visual do cineasta. Três tipos de travelling são abordados: o lateral, o frontal e o designado de híbrido. Estes movimentos de câmara encontram ressonância com as ferramentas de representação gráfica da arquitetura: corte transversal, corte perspético e axonometria, respetivamente. O travelling lateral é associado ao corte transversal, explorando a continuidade e a segmentação dos espaços; o travelling frontal relaciona-se com o corte perspético, enfatizando a profundidade e a ideia de percurso; e o travelling híbrido é associado a axonometria, esta ferramenta proporciona uma visão tridimensional que revela a totalidade dos espaços, remetendo à ideia de escala e profundidade. A investigação é estruturada em três capítulos. O primeiro, “Movimento no Cinema”, introduz o travelling num contexto geral em obras do séc. XX. Este capítulo apresenta os três tipos de travelling analisados – lateral, frontal e híbrido – e explora como estes transformam a narrativa. O segundo capítulo, “Travelling no Cinema de Wes Anderson”, aprofunda a análise da utilização do travelling de um modo mais extensivo nas obras de Wes Anderson e procura, também, incorporar referências teóricas e práticas que tenham apoiado este estudo. O terceiro e último capítulo, “O Espaço em três longas-metragens de Wes Anderson”, aprofunda a análise do espaço, arquitetura, nas três obras selecionadas. São analisados exemplos de cenas, através de três fotogramas, para demonstrar como o movimento estrutura a leitura do espaço. Para complementar a análise desenvolvida ao longo dos três capítulos, esta investigação é acompanhada por um Volume II, que reúne uma série de representações gráficas construídas a partir dos fotogramas analisados. Este volume adicional inclui cortes, axonometrias e plantas que traduzem, em termos visuais, a interseção entre a arquitetura e o cinema.

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