Publicação
Entre muros e montanhas: A arte que cresce fora da vista da cidade
| Resumo: | [Excerto] Num recanto sossegado do Minho, entre árvores verdejantes e o ritmo do som das rodas de skate sobre o cimento do Skatepark do Couto, nasceu um mural que fala mais alto do que parece. No Couto, em Barcelos, não há trânsito nem multidões. Só uma aldeia, um skatepark, muita vontade dos jovens envolvidos, e uma parede que, durante dias, se transformou num lugar de encontro entre artistas, skaters e moradores locais. O mural não surgiu apenas para decorar, mas para provocar, refletir e cuidar. Nas letras desenhadas por Eldr e Soldier ecoam perguntas sobre desigualdade, comunidade e pertença. Esta é a história de como a arte urbana, muitas vezes associada ao caos das grandes cidades, encontrou no campo minhoto um novo chão fértil para crescer. O desafio lançado pela Associação Couto Park – Clube Skate de Barcelos foi criar um mural com uma mensagem de combate ao racismo e à xenofobia, promovendo a inclusão, a diversidade e o respeito através da arte urbana e do skate. O objetivo central é “sensibilizar a comunidade para a importância da igualdade e do acolhimento de todos, reforçando o skate como espaço de liberdade, expressão e superação”, afirma Flora, membro integrante da Associação Couto Park. A intersecção entre arte urbana e meio rural ajuda a gerar novas formas de pertença e expressão coletiva. Ao ser transposta para territórios menos povoados, a arte urbana adquire um papel simbólico e social, transformando o espaço visualmente e ativando memórias locais. Nestes contextos, murais e graffitis tornam-se veículos de diálogo intergeracional e afirmação identitária, inscrevendo as regiões no mapa contemporâneo da criação cultural. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Ana Catarina Bessa Meneses Campos |
| Assunto: | Passeio Skatepark Arte urbana Cultura urbana Street art Urban art Barcelos Ciências Sociais::Ciências da Comunicação |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Num recanto sossegado do Minho, entre árvores verdejantes e o ritmo do som das rodas de skate sobre o cimento do Skatepark do Couto, nasceu um mural que fala mais alto do que parece. No Couto, em Barcelos, não há trânsito nem multidões. Só uma aldeia, um skatepark, muita vontade dos jovens envolvidos, e uma parede que, durante dias, se transformou num lugar de encontro entre artistas, skaters e moradores locais. O mural não surgiu apenas para decorar, mas para provocar, refletir e cuidar. Nas letras desenhadas por Eldr e Soldier ecoam perguntas sobre desigualdade, comunidade e pertença. Esta é a história de como a arte urbana, muitas vezes associada ao caos das grandes cidades, encontrou no campo minhoto um novo chão fértil para crescer. O desafio lançado pela Associação Couto Park – Clube Skate de Barcelos foi criar um mural com uma mensagem de combate ao racismo e à xenofobia, promovendo a inclusão, a diversidade e o respeito através da arte urbana e do skate. O objetivo central é “sensibilizar a comunidade para a importância da igualdade e do acolhimento de todos, reforçando o skate como espaço de liberdade, expressão e superação”, afirma Flora, membro integrante da Associação Couto Park. A intersecção entre arte urbana e meio rural ajuda a gerar novas formas de pertença e expressão coletiva. Ao ser transposta para territórios menos povoados, a arte urbana adquire um papel simbólico e social, transformando o espaço visualmente e ativando memórias locais. Nestes contextos, murais e graffitis tornam-se veículos de diálogo intergeracional e afirmação identitária, inscrevendo as regiões no mapa contemporâneo da criação cultural. |
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