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Frankenstein e o «efeito Mary Shelley» num episódio de Ficheiros secretos, de moderno a pós-moderno

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo tem como objetivo demonstrar como, no episódio de Ficheiros secretos intitulado «O Prometeu pós-moderno», o criador da série, Chris Carter, rescreve Frankenstein, ou o moderno Prometeu, de Mary Shelley. Carter apropria-se do mito de Prometeu para quebrar barreiras de iden- tidades oficiais, celebrar o hibridismo, a diferença, e dar voz ao marginal, utilizando, para esse efeito, a figura mediática e ícone da cultural popular Cher. A carreira da referida artista é um vasto repertório de representações étnicas, feministas e pós-modernas que celebram o hibridismo e a auto- transformação, e têm origem na sua ascendência e no contexto sociocultu- ral dos Estados Unidos da sua infância e adolescência. Ao estabelecer um paralelo entre a imagem pública de Cher e o mito de Prometeu, Carter demonstra como a performance subversiva da cantora revela empatia com o marginal e ajuda a construir uma experiência coletiva que culmina num impressionante número de fãs.
Autores principais:Cadilhe, Orquídea
Assunto:Humanidades::Línguas e Literaturas
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este artigo tem como objetivo demonstrar como, no episódio de Ficheiros secretos intitulado «O Prometeu pós-moderno», o criador da série, Chris Carter, rescreve Frankenstein, ou o moderno Prometeu, de Mary Shelley. Carter apropria-se do mito de Prometeu para quebrar barreiras de iden- tidades oficiais, celebrar o hibridismo, a diferença, e dar voz ao marginal, utilizando, para esse efeito, a figura mediática e ícone da cultural popular Cher. A carreira da referida artista é um vasto repertório de representações étnicas, feministas e pós-modernas que celebram o hibridismo e a auto- transformação, e têm origem na sua ascendência e no contexto sociocultu- ral dos Estados Unidos da sua infância e adolescência. Ao estabelecer um paralelo entre a imagem pública de Cher e o mito de Prometeu, Carter demonstra como a performance subversiva da cantora revela empatia com o marginal e ajuda a construir uma experiência coletiva que culmina num impressionante número de fãs.

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