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Impacto músculo-esquelético das tarefas dos cuidadores de crianças com Paralisia Cerebral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No contexto das Lesões Músculo-esqueléticas relacionadas com o Trabalho (LMERT) encontraram-se vários estudos onde se corrobora as condições de trabalho dos profissionais de saúde e o risco de lesões ligadas ao trabalho nesta atividade. O presente estudo visa compreender a necessidade de avaliar o risco de LMERT de profissionais de saúde que manuseiam, diariamente, diferentes tipos de carga, nomeadamente a transferência de crianças/jovens com Paralisia Cerebral que implicam a adoção de posturas repetidas. Pretendeu-se identificar a sintomatologia auto-referida por profissionais de saúde que lidam com uma população especial em contexto institucional de reabilitação. A recolha da informação relativa às LMERT foi realizada através de um questionário que se aplicou a 40 profissionais, dos quais, 38 eram do sexo feminino (95%) e 2 do sexo masculino (5%), das Associações de Paralisia Cerebral de 3 distritos do Norte de Portugal (Viana do Castelo, Braga e Porto). Os resultados evidenciaram uma frequência elevada de sintomas músculo-esqueléticos em diferentes zonas anatómicas, particularmente atingindo a região lombar (30%) e cervical (20%). Como medidas preventivas deste tipo de lesões sugere-se um acesso facilitado a espaços e equipamentos que permitam garantir uma boa condição física; uso de equipamento mecânico como gruas de transferência, marquesas hidráulicas ajustáveis à altura do técnico; recorrer aos assistentes dos fisioterapeutas de forma a partilhar tarefas que envolvem carga; existir rotatividade pelas diferentes áreas clínicas, nomeadamente a adoção de papéis que não os de ordem clínica direta; gerir/ajustar as cargas de trabalho ao longo do dia; fazer um uso efetivo dos períodos para descanso ao longo do dia de trabalho; adaptar/modificar algumas técnicas de tratamento; manter uma boa condição física dos profissionais. Conclui-se que devido ao número de tarefas e posturas que estes profissionais adotam, é necessário tomar medidas de prevenção, de forma a melhorar as condições de trabalho e favorecer a qualidade de vida dos profissionais de saúde.
Autores principais:Silva, Joana Margarida de Faria Araújo
Assunto:Lesões músculo-esqueléticas Cuidadores Paralisia cerebral Musculoskeletal injuries Caregivers Cerebral palsy
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No contexto das Lesões Músculo-esqueléticas relacionadas com o Trabalho (LMERT) encontraram-se vários estudos onde se corrobora as condições de trabalho dos profissionais de saúde e o risco de lesões ligadas ao trabalho nesta atividade. O presente estudo visa compreender a necessidade de avaliar o risco de LMERT de profissionais de saúde que manuseiam, diariamente, diferentes tipos de carga, nomeadamente a transferência de crianças/jovens com Paralisia Cerebral que implicam a adoção de posturas repetidas. Pretendeu-se identificar a sintomatologia auto-referida por profissionais de saúde que lidam com uma população especial em contexto institucional de reabilitação. A recolha da informação relativa às LMERT foi realizada através de um questionário que se aplicou a 40 profissionais, dos quais, 38 eram do sexo feminino (95%) e 2 do sexo masculino (5%), das Associações de Paralisia Cerebral de 3 distritos do Norte de Portugal (Viana do Castelo, Braga e Porto). Os resultados evidenciaram uma frequência elevada de sintomas músculo-esqueléticos em diferentes zonas anatómicas, particularmente atingindo a região lombar (30%) e cervical (20%). Como medidas preventivas deste tipo de lesões sugere-se um acesso facilitado a espaços e equipamentos que permitam garantir uma boa condição física; uso de equipamento mecânico como gruas de transferência, marquesas hidráulicas ajustáveis à altura do técnico; recorrer aos assistentes dos fisioterapeutas de forma a partilhar tarefas que envolvem carga; existir rotatividade pelas diferentes áreas clínicas, nomeadamente a adoção de papéis que não os de ordem clínica direta; gerir/ajustar as cargas de trabalho ao longo do dia; fazer um uso efetivo dos períodos para descanso ao longo do dia de trabalho; adaptar/modificar algumas técnicas de tratamento; manter uma boa condição física dos profissionais. Conclui-se que devido ao número de tarefas e posturas que estes profissionais adotam, é necessário tomar medidas de prevenção, de forma a melhorar as condições de trabalho e favorecer a qualidade de vida dos profissionais de saúde.

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