Publicação
Pesquisa com crianças na educação física brasileira: interfaces entre a mídia e o brincar na escola
| Resumo: | Quando crianças da Educação Infantil participam das aulas de Educação Física, consideram que as atividades e jogos, propostos pelo docente, são brincadeiras que lhes proporcionam prazer – atribuindo um significado diferente daquele que o educador projeta enquanto atividade pedagógica. No contemporâneo, quando os meninos e meninas brincam aparecem elementos da cultura midiática, como os gestos reproduzidos na escola, bem como modos de ser e agir, advindos das relações que estabelecem, sobretudo com as personagens que se destacam na mídia. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo, além de apresentar uma síntese da pesquisa de doutorado – de sua proposta –, refletir sobre os fenômenos que acontecem, entre o grupo de crianças, nas aulas de Educação Física, analisando como os discursos e práticas das personagens da mídia se fazem presentes nos momentos em que a professora desenvolve a prática, ao mesmo tempo em que as crianças constroem suas brincadeiras. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em andamento, cujo lócus de investigação é uma Escola Municipal de Educação Infantil de Mineiros, Goiás, com crianças entre 4 e 5 anos e a professora da turma. A metodologia é pautada na imersão do cotidiano das crianças durante as aulas de Educação Física, com observações participantes, bem como registro em diário de campo dos momentos vivenciados na escola. A fundamentação teórica compreende os seguintes estudos: a teoria da enunciação de Bakhtin (1992; 1995; 1998), para compreender os processos discursivos que ocorrem na pesquisa; a sociologia da infância com Belloni (2009), Corsaro (2001), Prout (2010) e Sarmento (1997; 2005; 2009), que consideram a criança como atores, protagonistas sociais e sujeitos que possuem vozes; o jogo, brincar e cultura lúdica, cuja teoria de Brougère (2002; 2010); Kishimoto (2011); Neto (1997), Camilo Cunha (2011; 2013) e Pereira & Neto (1997) são tomadas como aporte; por fim, as relações entre infância e cultura midiática são analisadas à luz de teóricos como Salgado (2005), Pereira (2012), Silva (2015), Santaella (2003) e Buckingham (2007). Pretende-se, com esta investigação, contribuir com os estudos voltados à infância, no sentido de problematizar e provocar transformações nas maneiras como o professor da contemporaneidade ensina e constrói conhecimento, considerando a presença da mídia no contexto escolar, principalmente na Educação Física. A mídia entra na escola, portanto, e penetra as relações das crianças. Ela traz à tona, nas brincadeiras e jogos infantis, questões do universo midiático que compõem o enredo de suas culturas lúdicas, que têm sido transformadas constantemente. |
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| Autores principais: | Oliveira, Evandro Salvador Alves de |
| Outros Autores: | Cunha, António Camilo; Silva, Daiana Rodrigues |
| Assunto: | Brincadeira Infância Cultura midiática |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Quando crianças da Educação Infantil participam das aulas de Educação Física, consideram que as atividades e jogos, propostos pelo docente, são brincadeiras que lhes proporcionam prazer – atribuindo um significado diferente daquele que o educador projeta enquanto atividade pedagógica. No contemporâneo, quando os meninos e meninas brincam aparecem elementos da cultura midiática, como os gestos reproduzidos na escola, bem como modos de ser e agir, advindos das relações que estabelecem, sobretudo com as personagens que se destacam na mídia. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo, além de apresentar uma síntese da pesquisa de doutorado – de sua proposta –, refletir sobre os fenômenos que acontecem, entre o grupo de crianças, nas aulas de Educação Física, analisando como os discursos e práticas das personagens da mídia se fazem presentes nos momentos em que a professora desenvolve a prática, ao mesmo tempo em que as crianças constroem suas brincadeiras. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em andamento, cujo lócus de investigação é uma Escola Municipal de Educação Infantil de Mineiros, Goiás, com crianças entre 4 e 5 anos e a professora da turma. A metodologia é pautada na imersão do cotidiano das crianças durante as aulas de Educação Física, com observações participantes, bem como registro em diário de campo dos momentos vivenciados na escola. A fundamentação teórica compreende os seguintes estudos: a teoria da enunciação de Bakhtin (1992; 1995; 1998), para compreender os processos discursivos que ocorrem na pesquisa; a sociologia da infância com Belloni (2009), Corsaro (2001), Prout (2010) e Sarmento (1997; 2005; 2009), que consideram a criança como atores, protagonistas sociais e sujeitos que possuem vozes; o jogo, brincar e cultura lúdica, cuja teoria de Brougère (2002; 2010); Kishimoto (2011); Neto (1997), Camilo Cunha (2011; 2013) e Pereira & Neto (1997) são tomadas como aporte; por fim, as relações entre infância e cultura midiática são analisadas à luz de teóricos como Salgado (2005), Pereira (2012), Silva (2015), Santaella (2003) e Buckingham (2007). Pretende-se, com esta investigação, contribuir com os estudos voltados à infância, no sentido de problematizar e provocar transformações nas maneiras como o professor da contemporaneidade ensina e constrói conhecimento, considerando a presença da mídia no contexto escolar, principalmente na Educação Física. A mídia entra na escola, portanto, e penetra as relações das crianças. Ela traz à tona, nas brincadeiras e jogos infantis, questões do universo midiático que compõem o enredo de suas culturas lúdicas, que têm sido transformadas constantemente. |
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