Publicação
Análise da utilização das práticas centradas na família pelos terapeutas da fala
| Resumo: | O impacto da investigação e dos progressos científicos, realizados nas últimas décadas, permitiu que a concetualização e a operacionalização dos modelos e práticas em Intervenção Precoce na Infância sofressem uma evolução considerável, com repercussões inquestionavelmente positivas na implementação da abordagem centrada na família. As práticas subjacentes a esta abordagem, denominam-se de práticas centradas na família e têm como objetivo primordial capacitar a família, reconhecendo-lhe o papel central em todo o processo de intervenção. Todavia, a mudança para uma abordagem centrada na família e a implementação destas práticas tem-se revelado um caminho árduo, não só por exigir que se abandone o tradicional modelo clínico, mas também por obrigar a uma mudança de paradigma. Neste sentido, o presente projeto de investigação tem por objetivo analisar a frequência de utilização das práticas centradas na família pelos terapeutas da fala, afetos ou não a projetos públicos de Intervenção Precoce. A partir do questionário online e anónimo, obtiveram-se 64 respostas que foram submetidas a uma análise quantitativa de caráter correlacional. Os resultados gerais do nosso estudo permitem-nos concluir que os terapeutas da fala, que compõem a nossa amostra, reportam utilizar as práticas centradas na família, no entanto, é também evidente que parece haver uma falta de clarificação acerca das especificidades que distinguem as práticas centradas na família de outras práticas utilizadas pelos profissionais, muito em parte pela escassez de formação especializada a este nível. Impõem-se, deste modo, a necessidade de se investir, desde a licenciatura, na formação e no desenvolvimento de competências que permitam aos terapeutas da fala, profissionais habilitados a trabalhar com crianças dos 0 aos 6 anos, a adoção, consciente, destas práticas que estão associadas a um aumento da probabilidade da intervenção ter sucesso, e, acima de tudo, ao empoderamento daquele que será, sempre, o contexto basilar do desenvolvimento da criança: A FAMÍLIA. |
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| Autores principais: | Araújo, Lara Daniela Almeida |
| Assunto: | Abordagem centrada na família Intervenção precoce na infância Práticas centradas na família Terapeutas da fala Early intervention in childhood Family centered approach Family centered practices approaches Speech therapists Ciências Sociais |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O impacto da investigação e dos progressos científicos, realizados nas últimas décadas, permitiu que a concetualização e a operacionalização dos modelos e práticas em Intervenção Precoce na Infância sofressem uma evolução considerável, com repercussões inquestionavelmente positivas na implementação da abordagem centrada na família. As práticas subjacentes a esta abordagem, denominam-se de práticas centradas na família e têm como objetivo primordial capacitar a família, reconhecendo-lhe o papel central em todo o processo de intervenção. Todavia, a mudança para uma abordagem centrada na família e a implementação destas práticas tem-se revelado um caminho árduo, não só por exigir que se abandone o tradicional modelo clínico, mas também por obrigar a uma mudança de paradigma. Neste sentido, o presente projeto de investigação tem por objetivo analisar a frequência de utilização das práticas centradas na família pelos terapeutas da fala, afetos ou não a projetos públicos de Intervenção Precoce. A partir do questionário online e anónimo, obtiveram-se 64 respostas que foram submetidas a uma análise quantitativa de caráter correlacional. Os resultados gerais do nosso estudo permitem-nos concluir que os terapeutas da fala, que compõem a nossa amostra, reportam utilizar as práticas centradas na família, no entanto, é também evidente que parece haver uma falta de clarificação acerca das especificidades que distinguem as práticas centradas na família de outras práticas utilizadas pelos profissionais, muito em parte pela escassez de formação especializada a este nível. Impõem-se, deste modo, a necessidade de se investir, desde a licenciatura, na formação e no desenvolvimento de competências que permitam aos terapeutas da fala, profissionais habilitados a trabalhar com crianças dos 0 aos 6 anos, a adoção, consciente, destas práticas que estão associadas a um aumento da probabilidade da intervenção ter sucesso, e, acima de tudo, ao empoderamento daquele que será, sempre, o contexto basilar do desenvolvimento da criança: A FAMÍLIA. |
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