Publicação
Desenvolvimento de magnetolipossomas contendo nanovaras magnéticas para a terapia dual do cancro
| Resumo: | A entrega específica de agentes terapêuticos para células tumorais e a sua biodisponibilidade no local alvo são dos objetivos mais importantes e desafiantes na terapia do cancro. Existem diversos obstáculos no tratamento eficaz do cancro, como por exemplo, a distribuição inespecífica do fármaco no local alvo e a retenção dos nanossistemas de transporte por parte dos endossomas durante a circulação. Neste trabalho, será abordado o desenvolvimento de nanossistemas magnéticos que respondem a estímulos externos ou internos, permitindo controlar o direcionamento e a libertação de fármacos por hipertermia e ação mecânica através do uso de campos magnéticos alternados, combinando estratégias de direcionamento e acionamento da entrega do fármaco. Os lipossomas são nanotransportadores promissores e têm sido amplamente investigados para aplicação na terapia do cancro, com algumas formulações já aprovadas para uso clínico. Neste trabalho, foram desenvolvidos magnetolipossomas aquosos compostos por dimiristoilfosfatidilglicerol (DMPG) para aplicações na terapia dual do cancro. Para tal, foram sintetizadas nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês (MnFe2O4) a partir de dois métodos distintos, tendo-se obtido nanopartículas cúbicas e nanovaras, seguidas da sua caracterização por DLS, XRD, TEM, SQUID, espetroscopia de absorção e espetroscopia de fluorescência. Com base na caracterização estrutural, morfológica e magnética das nanopartículas, as ferrites com forma de nanovaras foram utilizadas como conteúdo magnético dos magnetolipossomas. Devido à sua notável atividade antitumoral, a curcumina foi utilizada como fármaco modelo, sendo incorporada nos magnetolipossomas aquosos com elevada eficiência de encapsulamento. De forma a avaliar a interação não específica entre estes nanossistemas e vesículas unilamelares gigantes (GUVs), foram realizados estudos fotofísicos. Através da técnica de transferência de energia de ressonância (FRET), provou-se a capacidade de fusão dos magnetolipossomas com modelos de membranas celulares. Com base nos resultados obtidos, pode inferir-se que os magnetolipossomas contendo nanovaras são promissores para aplicação futura em terapia dual do cancro (hipertermia magnética e quimioterapia). |
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| Autores principais: | Rodrigues, Hugo Macedo |
| Assunto: | Hipertermia magnética Magnetolipossomas Nanopartículas magnéticas Nanovaras Magnetic hyperthermia Magnetic nanoparticles Magnetoliposomes Nanorods Ciências Naturais |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A entrega específica de agentes terapêuticos para células tumorais e a sua biodisponibilidade no local alvo são dos objetivos mais importantes e desafiantes na terapia do cancro. Existem diversos obstáculos no tratamento eficaz do cancro, como por exemplo, a distribuição inespecífica do fármaco no local alvo e a retenção dos nanossistemas de transporte por parte dos endossomas durante a circulação. Neste trabalho, será abordado o desenvolvimento de nanossistemas magnéticos que respondem a estímulos externos ou internos, permitindo controlar o direcionamento e a libertação de fármacos por hipertermia e ação mecânica através do uso de campos magnéticos alternados, combinando estratégias de direcionamento e acionamento da entrega do fármaco. Os lipossomas são nanotransportadores promissores e têm sido amplamente investigados para aplicação na terapia do cancro, com algumas formulações já aprovadas para uso clínico. Neste trabalho, foram desenvolvidos magnetolipossomas aquosos compostos por dimiristoilfosfatidilglicerol (DMPG) para aplicações na terapia dual do cancro. Para tal, foram sintetizadas nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês (MnFe2O4) a partir de dois métodos distintos, tendo-se obtido nanopartículas cúbicas e nanovaras, seguidas da sua caracterização por DLS, XRD, TEM, SQUID, espetroscopia de absorção e espetroscopia de fluorescência. Com base na caracterização estrutural, morfológica e magnética das nanopartículas, as ferrites com forma de nanovaras foram utilizadas como conteúdo magnético dos magnetolipossomas. Devido à sua notável atividade antitumoral, a curcumina foi utilizada como fármaco modelo, sendo incorporada nos magnetolipossomas aquosos com elevada eficiência de encapsulamento. De forma a avaliar a interação não específica entre estes nanossistemas e vesículas unilamelares gigantes (GUVs), foram realizados estudos fotofísicos. Através da técnica de transferência de energia de ressonância (FRET), provou-se a capacidade de fusão dos magnetolipossomas com modelos de membranas celulares. Com base nos resultados obtidos, pode inferir-se que os magnetolipossomas contendo nanovaras são promissores para aplicação futura em terapia dual do cancro (hipertermia magnética e quimioterapia). |
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