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Comportamentos autolesivos e suicidários e bem-estar académico de adolescentes: uma revisão sistemática da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente revisão sistemática sintetiza os resultados de estudos sobre a relação entre bem-estar académico e comportamentos suicidários e autolesivos em adolescentes. O trabalho decorreu entre setembro e dezembro de 2024, seguindo as diretrizes PRISMA 2020, e incluiu oito estudos identificados em seis bases de dados (Scopus, PsycINFO, Web of Science, Medline, ERIC e PubMed). Os resultados mostram que menor bem-estar académico se associa a autolesão e comportamento suicida. Entre os fatores de risco destacam-se stresse e pressão académica, baixa perceção de competência e apoio social insuficiente. Já os fatores de proteção incluem envolvimento escolar positivo, relações interpessoais saudáveis e programas de intervenção estruturados. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas em contextos educativos, com foco no apoio social, autonomia e regulação emocional. Programas como o SWPBIS revelaram eficácia na redução do risco. As limitações incluem metodologias heterogéneas e escassez de estudos longitudinais. São necessários, mas estudos, com metodologias robustas, para clarificar a relação entre bem-estar académico e saúde mental em adolescentes.
Autores principais:Silva, Marta Alexandra Pereira
Assunto:Bem-estar académico Autolesão Suicídio Adolescentes Intervenção escolar Academic well-being Adolescence Self-injury Suicide Resilience Ciências Sociais::Psicologia
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente revisão sistemática sintetiza os resultados de estudos sobre a relação entre bem-estar académico e comportamentos suicidários e autolesivos em adolescentes. O trabalho decorreu entre setembro e dezembro de 2024, seguindo as diretrizes PRISMA 2020, e incluiu oito estudos identificados em seis bases de dados (Scopus, PsycINFO, Web of Science, Medline, ERIC e PubMed). Os resultados mostram que menor bem-estar académico se associa a autolesão e comportamento suicida. Entre os fatores de risco destacam-se stresse e pressão académica, baixa perceção de competência e apoio social insuficiente. Já os fatores de proteção incluem envolvimento escolar positivo, relações interpessoais saudáveis e programas de intervenção estruturados. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas em contextos educativos, com foco no apoio social, autonomia e regulação emocional. Programas como o SWPBIS revelaram eficácia na redução do risco. As limitações incluem metodologias heterogéneas e escassez de estudos longitudinais. São necessários, mas estudos, com metodologias robustas, para clarificar a relação entre bem-estar académico e saúde mental em adolescentes.

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