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O impacto do investimento direto estrangeiro no crescimento económico dos países da OCDE

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O impacto do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no crescimento económico tem sido amplamente estudado no contexto da economia internacional. Os decisores políticos apresentam o IDE como grande impulsionador de competitividade e crescimento económico. Todavia, embora haja uma diversidade de pesquisas que exploram a correlação entre o IDE e a taxa de crescimento económico, ainda não existe consenso entre os economistas a respeito da natureza desta relação. A presente investigação analisa esta ambiguidade através do estudo sobre a relação entre o IDE e o crescimento económico nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A escolha desta temática é de sobremodo relevante, visto que este tipo de investimento pode ter um impacto expressivo na competitividade e no crescimento económico dos países recetores. Desta forma, o estudo concentra-se na interação do IDE com fatores como a educação superior e investigação e desenvolvimento (I&D). Algumas pesquisas sugerem que o IDE gera externalidades positivas, como a transferência de tecnologia e inovação. Contudo, outras alertam para potenciais efeitos negativos, como a repatriação de lucros e a concorrência desleal para as empresas locais. Assim sendo, realizou-se uma revisão de literatura abrangente sobre as principais teorias económicas e das abordagens empíricas pertinentes à interação entre o IDE e o crescimento económico das economias recetoras. Para desenvolver estas questões, foi realizada uma estimação econométrica com dados em painel para analisar a relação entre o IDE e o crescimento económico nos países da OCDE considerando uma amostra de 19 países durante o período de 2001 a 2021. A evidência empírica revelou que o impacto do IDE não é uniforme nem automaticamente benéfico. O efeito do IDE sobre o crescimento do PIB per capita depende fortemente da existência de capital humano qualificado. O IDE só gera efeitos positivos e estatisticamente significativos em contextos onde a escolarização superior atinge níveis elevados, confirmando o papel decisivo da qualificação da força de trabalho como variável moderadora. Os resultados esperados contribuirão para uma compreensão aprofundada sobre o papel do IDE como motor de crescimento dos países recetores.
Autores principais:Moreira, Margarida Ferreira
Assunto:Crescimento económico Educação superior Investimento Direto Estrangeiro OCDE Tecnologia Economic growth Education Foreign Direct Investment OECD Technology Ciências Sociais
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O impacto do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no crescimento económico tem sido amplamente estudado no contexto da economia internacional. Os decisores políticos apresentam o IDE como grande impulsionador de competitividade e crescimento económico. Todavia, embora haja uma diversidade de pesquisas que exploram a correlação entre o IDE e a taxa de crescimento económico, ainda não existe consenso entre os economistas a respeito da natureza desta relação. A presente investigação analisa esta ambiguidade através do estudo sobre a relação entre o IDE e o crescimento económico nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A escolha desta temática é de sobremodo relevante, visto que este tipo de investimento pode ter um impacto expressivo na competitividade e no crescimento económico dos países recetores. Desta forma, o estudo concentra-se na interação do IDE com fatores como a educação superior e investigação e desenvolvimento (I&D). Algumas pesquisas sugerem que o IDE gera externalidades positivas, como a transferência de tecnologia e inovação. Contudo, outras alertam para potenciais efeitos negativos, como a repatriação de lucros e a concorrência desleal para as empresas locais. Assim sendo, realizou-se uma revisão de literatura abrangente sobre as principais teorias económicas e das abordagens empíricas pertinentes à interação entre o IDE e o crescimento económico das economias recetoras. Para desenvolver estas questões, foi realizada uma estimação econométrica com dados em painel para analisar a relação entre o IDE e o crescimento económico nos países da OCDE considerando uma amostra de 19 países durante o período de 2001 a 2021. A evidência empírica revelou que o impacto do IDE não é uniforme nem automaticamente benéfico. O efeito do IDE sobre o crescimento do PIB per capita depende fortemente da existência de capital humano qualificado. O IDE só gera efeitos positivos e estatisticamente significativos em contextos onde a escolarização superior atinge níveis elevados, confirmando o papel decisivo da qualificação da força de trabalho como variável moderadora. Os resultados esperados contribuirão para uma compreensão aprofundada sobre o papel do IDE como motor de crescimento dos países recetores.

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