Publicação
A importância de brincar ao ar livre: um estudo com crianças do Pré-Escolar
| Resumo: | O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES), do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º CEB, da Escola Superior de Educação do instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC). Apesar de a literatura indicar que brincar em espaços exteriores em contacto com a natureza tem grande importância no desenvolvimento das crianças, atualmente temos assistido a uma diminuição do brincar das crianças nestes espaços. Desta forma, desenvolveu-se uma investigação com um grupo de vinte crianças com idades compreendidas entre os três e os seis anos, e pais e EE de crianças de JI que colaboraram com a ESE-IPVC na orientação da PES, com o intuito de responder a duas questões de investigação: (i) Quais as opiniões dos pais/encarregados de educação sobre o brincar dos seus filhos ao ar livre e na natureza?; e (ii) De que forma crianças em idade pré-escolar brincam no exterior com materiais de fim aberto/ peças soltas?. A metodologia da investigação foi predominantemente qualitativa, descritiva e interpretativa, e foram utilizados como instrumentos de recolha de dados o inquérito por questionário, a observação com registo em notas de campo, conversas informais e os registos fotográficos e audiovisuais dos momentos de brincadeira com caixas com materiais de fim aberto. Através da análise dos dados recolhidos pode concluir-se que os pais estão conscientes da importância do brincar em espaços exteriores no desenvolvimento dos filhos, mas também assinalaram riscos que limitam o contacto das crianças com esses espaços. As brincadeiras e o tempo que os pais brincavam na natureza, sem supervisão de um adulto, são muito diferentes das dos filhos. Desta forma a grande diferença entre as brincadeiras relaciona-se com a questão de que os pais realizavam mais jogos tradicionais como escondidas, apanhadas e o jogo do lenço e, quando questionados sobre a brincadeira que mais realizam com os filhos, responderam “passeios” que engloba andar de bicicleta e fazer caminhadas. Os momentos de interação das crianças com materiais de fim aberto foram momentos de brincadeira onde as crianças demonstraram entusiasmo e muita criatividade. Através da utilização das peças soltas surgiram inúmeras criações. Ao longo de todas as caixas as crianças incluíram a representação da família e de momentos do quotidiano. Verificou-se, ainda, que na maioria desses momentos as crianças realizaram brincadeiras individuais e raramente estabeleceram brincadeiras em grupo. Aquando do contacto com uma caixa com materiais estruturados, as crianças não se mostraram tão cativadas como com as peças soltas, acabando mesmo por não brincar com os elementos da caixa. |
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| Autores principais: | Rocha, Marta Alexandra Gonçalves da |
| Assunto: | Brincar em espaços exteriores Materiais de fim aberto (Loose Parts) Educação Pré-Escolar Outdoor play Loose parts Pre-School Education |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada (PES), do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º CEB, da Escola Superior de Educação do instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC). Apesar de a literatura indicar que brincar em espaços exteriores em contacto com a natureza tem grande importância no desenvolvimento das crianças, atualmente temos assistido a uma diminuição do brincar das crianças nestes espaços. Desta forma, desenvolveu-se uma investigação com um grupo de vinte crianças com idades compreendidas entre os três e os seis anos, e pais e EE de crianças de JI que colaboraram com a ESE-IPVC na orientação da PES, com o intuito de responder a duas questões de investigação: (i) Quais as opiniões dos pais/encarregados de educação sobre o brincar dos seus filhos ao ar livre e na natureza?; e (ii) De que forma crianças em idade pré-escolar brincam no exterior com materiais de fim aberto/ peças soltas?. A metodologia da investigação foi predominantemente qualitativa, descritiva e interpretativa, e foram utilizados como instrumentos de recolha de dados o inquérito por questionário, a observação com registo em notas de campo, conversas informais e os registos fotográficos e audiovisuais dos momentos de brincadeira com caixas com materiais de fim aberto. Através da análise dos dados recolhidos pode concluir-se que os pais estão conscientes da importância do brincar em espaços exteriores no desenvolvimento dos filhos, mas também assinalaram riscos que limitam o contacto das crianças com esses espaços. As brincadeiras e o tempo que os pais brincavam na natureza, sem supervisão de um adulto, são muito diferentes das dos filhos. Desta forma a grande diferença entre as brincadeiras relaciona-se com a questão de que os pais realizavam mais jogos tradicionais como escondidas, apanhadas e o jogo do lenço e, quando questionados sobre a brincadeira que mais realizam com os filhos, responderam “passeios” que engloba andar de bicicleta e fazer caminhadas. Os momentos de interação das crianças com materiais de fim aberto foram momentos de brincadeira onde as crianças demonstraram entusiasmo e muita criatividade. Através da utilização das peças soltas surgiram inúmeras criações. Ao longo de todas as caixas as crianças incluíram a representação da família e de momentos do quotidiano. Verificou-se, ainda, que na maioria desses momentos as crianças realizaram brincadeiras individuais e raramente estabeleceram brincadeiras em grupo. Aquando do contacto com uma caixa com materiais estruturados, as crianças não se mostraram tão cativadas como com as peças soltas, acabando mesmo por não brincar com os elementos da caixa. |
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